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sábado, 16 de junho de 2012

"GOO GOO DOLLS"




Goo Goo Dolls é uma banda de rock alternativo dos Estados Unidos, formada em 1986,
em Buffalo. Seus integrantes são Johnny Rzeznik (vocais e guitarras),
Robby Takac (baixo e vocais), e Mike Malinin
(substituto de George Tutuska na bateria).
Com uma mistura de pop rock alternativo, o trio alcançou seu sucesso nos anos 1990. Seu quinto álbum, A Boy Named Goo, foi o primeiro sucesso comercial da banda. Rzeznik, órfão que começou a morar sozinho com 15 anos, tocava em diversas banda locais, e fazia um curso para ser aspirante de encanador.
A banda não se chamava Goo Goo Dolls e sim Sex Maggots.
O co-fundador e baterista George Tutuska resolveu sair da banda, tendo sido substituído por Mike Malinin. No final da década de 1990 a banda tornou-se bastante reconhecida pela canção "Iris", trilha sonora do filme Cidade dos Anjos
e faixa do álbum Dizzy Up the Girl.


Formação atual

Johnny Rzeznik – vocal e guitarra (1986 - atualmente)
Robby Takac – vocal e baixo (1986 - atualmente)
Mike Malinin – bateria e percussão (1998 - atualmente; membro não oficial desde 1995)

Ex-integrantes

George Tutuska - bateria (1986 - 1998)

Biografia

O Começo

Johnny Rzeznik era um garoto de 12 anos, que já havia perdido seus pais e era criado pelas irmãs mais velhas. Nessa idade, achou um hobby que viria a transformar sua vida - a música. Não demorou muito para que começasse a tocar guitarra e compor.
Nisso, Robby Takac já tocava em algumas bandas da cena da cidade de Buffalo.
Quando os dois se encontraram, Robby tocava numa banda chamada "Beaumonts",
da qual saiu logo depois. Johnny e Robby se juntaram ao baterista George Tutuska, e assim nasceu o Sex Maggots, que mais tarde se tornaria o Goo Goo Dolls.
O primeiro trabalho dos garotos veio em 1987, que serviu para apresentá-los à cena local. Robby assumia os vocais e baixo da banda, caracterizando um punk pesado e bem agitado com o vocal rasgado de Robby. O segundo disco "Jed", seguiu a mesma linha, com letras um pouco menos escrachadas, mas mesmo assim não conseguiu nada a mais que o outro disco. Ainda faltava alguma coisa no Goo Goo Dolls.

Os primeiros ganhos

Foi quando tiveram a idéia de mover Johnny para o vocal principal da banda, e Robby, apenas no baixo, mas cantando algumas músicas. Assim lançaram, em 1991, o disco
"Hold me Up", já mais maduro e mais cheio musicalmente. Não foi um grande sucesso de vendas, mas os produtores da famosa série de filmes de terror "Hora do Pesadelo",
que fazia um enorme sucesso no mundo na época, convidaram a banda para compor uma música pro sexto filme da série "A Morte de Freddy", e assim fizeram
"I'm Awake Now".A música serviu para aumentar um pouco o território do Goo Goo Dolls, e assim começaram a fazer turnês por vários lugares e começarem a ser conhecidos. Além dela, "You Know What I Mean" e "Two Days In February"
(ambdas faixas do disco Hold me Up) entraram na trilha do filme.
Aproveitando o embalo de "I'm Awake Now", lançaram em 1994 o disco
"Superstar Carwash", um disco que obteve melhor resultado que os outros.
Músicas como "Fallin' Down" e "We Are the Normal" começaram a tocar por aí e a render shows pelos EUA e Europa para a banda.
E em 1995, a banda vai mais longe ainda com "A Boy Named Goo". A balada "Name" rendeu sucesso para a banda, além de músicas como "Naked", "Long Way Down", "Burnin' Up" e "Flat Top". A banda tinha chegado ao seu auge, participando de enormes festivais, indo a programas de televisão de muita audiência, e é claro, fazendo grandes turnês. O Goo Goo Dolls parecia ter encontrado o sucesso, mas mal imaginavam que melhor ainda estava por vir...

O sucesso

Alguns produtores ouvem a música "Name", e convidam a banda para fazer uma música para o filme Cidade dos Anjos. A banda entrega nada mais nada menos a música "Iris". Foi aí que, com o lançamento do filme em 1997, Iris explodiu nas rádios do mundo inteiro, levando a banda a um sucesso estrondoso. No embalo de Iris, lançaram o disco "Dizzy Up the Girl" em 1998. Dele saíram os maiores sucessos da banda até hoje. Além de "Iris", teve "Slide", "Black Balloon", "Broadway", "Dizzy" e etc. O disco veio com um som mais pop, o que agradou mais o público mais popular.
Depois disso, foram turnês grandes, shows lotados... Enfim, até hoje a música Iris é muito tocada nas rádios. Só em 2002, a banda volta com "Gutterflower", um disco na mesma linha do anterior, com grandes músicas da banda como "Big Machine" e
"Here is Gone".
Após o lançamento de "Let Love In", de 2006, duas coletâneas e o lançamento do single 'Real' em 2008, a banda lançou no ano passado(2010) seu mais recente trabalho intitulado "Something For The Rest Of Us", com destaque para as faixas "Home", "Notbroken" e "Nothing is Real".

Discografia

Goo Goo Dolls - 1987
Jed - 1989
Hold Me Up - 1990
Superstar Car Wash - 1993
A Boy Named Goo - 1995
Dizzy Up the Girl - 1998
Ego Opínion Art & Commerce - 2001
Gutterflower - 2002
Let Love In - 2006
Greatest Hits Volume One - 2007
Greatest Hits Volume Two - 2008
Something for the Rest of Us - 2010

Álbuns ao vivo

Live in Buffalo: July 4th 2004 - 2004

Compilações

What I Learned About Ego, Opinion, Art & Commerce - 2001
Greatest Hits Volume One: The Singles - 2007
Greatest Hits Volume Two - 2008

Singles

"There You Are" (1991)
"I'm Awake Now" (1992)
"We Are The Normal" (1993)
"Only One" (1995)
"Flat Top" (1995)
"Naked" (1995)
"Name" (1996)
"Long Way Down" (1996)
"Lazy Eye" (1997)
"Iris" (1997)
"Slide" (1998)
"Dizzy" (1998)
"Black Balloon" (1999)
"Broadway" (2000)
"Here Is Gone" (2002)
"Big Machine" (2002)
"Sympathy" (2003)
"Give A Little Bit" (2004)
"Better Days" (2005)
"Let Love In" (2006)
"Stay With You" (2006)
"Before It's Too Late" (2007)
"Real" (2008)
"Home" (2010)
"Notbroken" (2011)



segunda-feira, 26 de julho de 2010

" EMF "


EMF é uma banda britânica de electronic rock formada em 1989.
Em 1991, o álbum Schubert Dip foi catapultado para os tops mundiais à custa de Unbelivable. A imagem de putos rebeldes, mas com o seu quê de bem comportados imposta pela editora –, o vídeo de Unbelivable diz quase tudo – durou alguns meses. Mas rapidamente os EMF foram-se libertando dessas amarras.
Apesar do êxito do registo de estreia, para muitos, isso foi o princípio do fim. Children, I Believe, Lies e Girl Of An Age foram os temas seguintes retirados desse álbum. Nenhum obteve o êxito do primeiro, mas o seu comportamento foi extremamente positivo.
Incompreendido por quase toda a gente na altura, Stigma (de 1992) foi um
(arriscado) passo em frente. Com as inevitáveis mudanças.
A começar na música – mais dura - e a acabar na imagem – tinham-se acabado os meninos bonitos e limpinhos.

Álbuns de Estúdio

1991: Schubert Dip
1992: Stigma
1995: Cha Cha Cha

EPs

1992: Unexplained

Compilações

2001: Epsom Mad Funkers: The Best of EMF

sexta-feira, 9 de julho de 2010

" SPIN DOCTORS "


Spin Doctors é uma banda de rock alternativo de Nova Iorque,
formada em 1988. Ficou conhecida com os hits "Two Princes" e
"Little Miss Can't Be Wrong".
A banda teve seu início nas famosas "jam sessions" do início dos anos 1990 e estourou com o álbum Pocket Full Of Kryptonite, principalmente pelo compacto "Two Princes".
Apesar do grande sucesso inicial, a banda não se destacou mais.
Buscando outro sucesso, em 1996 eles assinaram um contrato com a gravadora Uptown/Universal.
O último álbum, Nice Talking To Me, foi lançado em 2005.

Formação Membros Originais:

Chris Barron - Vocais
Aaron Comess - Bateria
Mark White - Baixo
Eric Schenkman - Guitarra

O guitarrista Anthony Krizam substituiu Eric no "You've got to believe in something", saindo logo em seguida.
Eran Tabib (guitarra) e Ivan Neville (teclados) tocaram no "Here comes the bride".
Eric voltou no "Nice talking to me".

Discografia Álbuns de Estúdio

1991 - Pocket Full of Kryptonite
1994 - Turn It Upside Down
1996 - You've Got to Believe in Something
1999 - Here Comes the Bride
2005 - Nice Talking to Me

Compilações

2000 - Just Go Ahead Now: A Retrospective
2001 - Can't Be Wrong
2003 - Two Princes
2007 - Collection

Ao vivo

1991 - Up for Grabs...Live
1992 - Homebelly Groove...Live

sábado, 17 de abril de 2010

" THE PIXIES "


Os Pixies são uma banda norte-americana de rock alternativo formada em Boston, Massachusetts em 1985.
O grupo separou-se em 1993 por divergências mas voltou-se a juntar em 2004.
Black Francis, Joey Santiago, Kim Deal e Dave Lovering são os únicos membros do grupo em toda a sua história.
Os Pixies encontraram pouco sucesso no seu país de origem, algo que não se reflectiu na Europa,
em especial no Reino Unido (embora tenha sido moderado).

A sua música foi muito influenciada pelo punk e surf rock, e embora fosse bastante melódica,
também era capaz de conter material mais pesado.
Francis era o principal compositor e vocalista do grupo.
Geralmente escrevia letras enigmáticas sobre temas pouco comuns, como OVNIs e o surrealismo.
Referências a instabilidade mental, imagens bíblicas violentas,
violência física e incesto são feitas em diversas músicas.

Os Pixies são frequentemente catalogados de pioneiros do rock alternativo do início dos anos 90.
O fã assumido da banda Kurt Cobain, tendo consciência da importância dos Pixies
para a carreira dos Nirvana garantiu,juntamente com o tributo de outras bandas,
que o legado e influência dos Pixies continuasse a crescer após o seu desmembramento.

A banda foi formada em Boston, Massachusetts, no começo de 1986 por
Charles Thompson – que depois mudaria seu nome para Black Francis –
nos vocais e guitarra base, e também por seu companheiro de
quarto na universidade, Joey Santiago, na guitarra solo.
Depois de anunciarem nos classificados vagas para a banda, encontraram Kim Deal,
uma baixista de Ohio, que tocara antes em sua cidade natal
numa banda chamada The Breeders.
Pouco depois recrutaram o baterista David Lovering (amigo de Kim Deal),
formando assim os Pixies.
A banda, antes restrita ao underground americano, começou a chamar a atenção da imprensa em 1988,
e o LP Surfer Rosa foi considerado o álbum do ano por boa parte da crítica musical.
Após uma digressão elogiada, o conjunto gravou Doolittle,
seu disco de maior sucesso de público e crítica;
de quebra, uma das canções ainda conseguiu ser um hit radiofônico:
"Here Comes Your Man".

Foi justamente no auge da banda, no entanto, que começaram a surgir as primeiras brigas internas, que dois anos mais tarde selariam o fim dos Pixies.
Mesmo assim, em 1990 o quarteto lançou Bossanova, que atingiu o terceiro lugar nas paradas britânicas, demonstrando que, apesar da repercussão modesta no seu país de origem, os Pixies eram mais queridos na Europa.
No ano seguinte, em meio vários shows (inclusive alguns abrindo para o U2, que na época lançara Achtung Baby),
chegou em novembro o derradeiro trabalho da banda, Trompe Le Monde.
Na época, houve o início da explosão do rock alternativo
(especialmente da vertente grunge)
nos EUA, com Sonic Youth, Nirvana, Pearl Jam e The Smashing Pumpkins estando entre os principais expoentes -
sendo as últimas três bastante influenciadas por ninguém menos que os pioneiros Pixies ao lado dos novaiorquinos do Sonic Youth.
Kurt Cobain líder, vocalista e guitarrista do Nirvana chegou a admitir que Smells Like Teen Spirit, o maior hit do nirvana e hino da geração de 90,
foi uma tentativa de imitar os Pixies.
Após uma carreira muito prestigiada pelo público indie, a banda acabou oficialmente em 1992, devido à 'diferenças musicais' entre Kim e Frank, voltando para uma turnê mundial em 2004, tocaram pela 1ª vez no Brasil no Curitiba Pop Festival em 2004 e dissolveram a banda novamente por divergências entre Kim e Black.
Em 2006, foi lançado o documentário LoudQUIETloud: A film about the Pixies,
dos diretores Steven Cantor e Mathew Galkin, narrando a história da banda.
Foi anunciado em Abril de 2009, que toda a discografia da banda iria ser reeditada.
Uma compilação com os cinco discos de estúdio e um DVD de 1991.
Terá o nome de "Minotaur".




Integrantes

Black Francis (ou Frank Black) - vocal e segunda guitarra
Joey Santiago - primeira guitarra
Kim Deal - baixo e vocal
David Lovering - bateria

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

" 10,000 MANIACS "



10,000 Maniacs foi uma banda dos Estados Unidos de rock alternativo,
formada em 1981 e ativa com várias formações desde então. O membro mais conhecido deles é Natalie Merchant,
que deixou a banda em 1993 para seguir uma carreira solo.

Discografia

Human Conflict Number Five (1982)
Secrets of the I Ching (1983)
The Wishing Chair (1985)
In My Tribe (1987)
Blind Man's Zoo (1989)
Hope Chest: The Fredonia Recordings 1982-1983 (1990)
Our Time in Eden (1992)
MTV Unplugged (1993)
Love Among the Ruins (1997)
The Earth Pressed Flat (1999)
Campfire Songs: The Popular, Obscure and Unknown Recordings (2004)
Live Twenty-Five (2006)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

" INXS "


Mesmo tendo a sua trajetória interrompida de forma trágica, o INXS foi uma das bandas mais populares do mundo entre a segunda metade da década de 80 e a primeira de 90.

A história desse grupo australiano começou em 1977, quando os irmãos Andrew, Tim e Jon Farris formam uma banda, sugestivamente batizada The Farris Brothers. Juntam-se a eles o vocalista Michael Hutchence, o baixista Garry Gary Beers e o saxofonista Kirk Pengilly.

Após alguns meses de composições e ensaios, começam a se apresentar quase que diariamente em diversos clubes em Sydney, até que o empresário Gary Morrus se interessa pelos Farris e coloca-os para abrirem alguns shows do Midnight Oil (banda que ele também empresariava).

Após essa experiência, conseguem um contrato com a gravadora Deluxe e já com o nome de INXS, lançam em 1980, o álbum de estréia "INXS". No ano seguinte, sai o segundo álbum "Underneath The Colours". Realizam a primeira excursão internacional, tocando nos EUA, Inglaterra e Nova Zelândia.

Em 1982, gravam o terceiro disco " Shabooh Shoobah". A repercussão foi excelente e o INXS começa a ganhar uma legião de fãs. Assinam com a major Atlantic Records e, em 1984, soltam "The Swing". A banda ficou conhecida no mundo todo com o hit "Original Sin", ficando, inclusive, em primeiro lugar na Austrália.

"Listen Like Thieves", de 1985, também foi muito bem sucedido. O grupo se estava cada vez mais maduro e criativo mas ainda tinha muito para mostrar. A prova disso, é que dois anos depois, gravariam um dos maiores clássicos do Pop/Rock: "Kick". Esse disco rendeu ao INXS vários discos de platina, além de prêmios da MTV pelos vídeos das faixas "Need You Tonight", "Devil Inside" e "Never Tear Us Apart".

Após uma exaustiva turnê, resolvem dar uma pausa e só lançam material novo em 1990, no álbum "X", que apenas mantém o nome da banda na mídia. No ano seguinte, saiu o primeiro ao vivo, "Live Baby Live" registrado de uma performance no Wembley Stadium, em Londres.

Mais um inédito de estúdio chega em 1992: "Welcome To Wherever You Are". Esse álbum estreou na primeira posição da parada inglesa e na segunda posição na parada australiana. Faturaram o prêmio de melhor clip com "Baby Don´t Cry" e o hit "Beautiful Girl" emplacou em várias rádios. Em 1993, lançaram "Full Moon, Dirty Hearts" e no ano seguinte a coletânea "Greatest Hits".

São contratados pela Polygram mas só 3 anos depois, em 1997, é que lançariam o novo álbum, "Elegantly Wasted". Em Novembro do mesmo ano, uma notícia tão trágica quanto inesperada, chocou os fãs: Michael Hutchence havia sido encontrado morto, em um quarto de hotel em Sidney. Não se sabe exatamente o que aconteceu com o vocalista. Alguns afirmam se tratar de um acidente, enquanto outros acreditam na hipótese de suicídio. O fato é que perdemos um dos nomes mais expressivos da música, pois além do talento, o carisma de Hutchence foi fator determinante para o sucesso da banda.

Após alguns anos de silêncio, afastados da mídia, os integrantes do INXS se reencontraram para algumas apresentações trazendo Jon Stevens, da popular banda australiana Noiseworks, nos vocais. A reação dos fãs foi tão boa que ele ganhou a vaga em definitivo e o grupo saiu em uma turnê mundial que passou, inclusive, pelo Brasil em 2002.

Stevens, porém, foi dispensado antes mesmo do INXS gravar material inédito e a Rhino Records colocou no mercado relançamentos dos álbuns da banda em versões remasterizadas e com faixas bônus, além de um "The Best of". Em 2004 o INXS assinou contrato com uma produtora de TV que prometeu produzir um ‘reality show’ para escolher o futuro vocalista da banda.

" BILLY IDOL "


Quem se lembrar da cena musical dos anos 80, além de resgatar na memória imagens da pro proliferação de grupos de Heavy Metal no mundo todo, a explosão Hard Rock e a moda das batidas eletrônicas, inevitavelmente pensará também na imagem de um sujeito loiro, com os cabelos espetados, entortando a boca e vestido com roupas no mínimo extravangantes. Essa figura é nada menos que o inglês William Michael Broad, mais conhecido pelo nome artístico de Billy Idol.

O cantor foi sem dúvida um dos artistas de maior repercussão dessa época, porém, sua carreira musical começou bem antes, quando após ter passado por diversas bandas, passou a misturar Punk com New Wave. Ficou um tempo no Siouxie and the Banshees, o que lhe deu experiência suficiente para se aventurar em um no projeto, o Chelsea, que mais tarde virou Generation X, em 1976, trazendo além do próprio Idol na guitarra e vocal, Tony James no baixo, John Towe na bateria.

Após três discos lançados, o grupo acaba em 1980 e já no ano seguinte, Billy Idol resolve investir em uma carreira solo. Mudou-se em definitivo para os Estados Unidos e ao lado do respeitadíssimo guitarrista Steve Stevens, lançou grandes hits como "Rebell Yell", "Dancing With Myself", "White Wedding", "Eyes Without a Face", "Sweet Sixteen", "Money Money", "Don't Need a Gun" e "Cradle Of Love".

Em todos esses anos, Idol, assim como todo artista, passou por altos e baixos em sua carreira, como o acidente que sofreu de moto, obrigando-o a fazer algumas apresentações usando uma bengala, as acusações de ser um “falso punk”, atingiu os primeiros lugares da parada da Billboard, e é até hoje reconhecido como autêntico, original e um dos pioneiros em um estilo de música.

O cantor permaneceu um longo tempo em silêncio na década de 90, onde lançou apenas o álbum "Cyberpunk". Steve Stevens, participou de vários projetos sendo que um dos mais conhecidos foi a composição do tema do filme Top Gun – Ases Indomáveis.

O guitarrista gravou ainda excelentes álbuns instrumentais ao lado do baterista Terry Bozzio e do baixista Tony Levin. Idol porém está preparando o seu retorno. Voltou a trabalhar com Stevens e enquanto prepara um álbum inédito de estúdio, lançou em 2001 o seu “Gratest Hits”, que além dos seus maiores sucessos, traz ainda a inédita Bitter Pill, uma versão ao vivo para Rebel Yell e um cover para Don’t You (Forget About Me) do Simple Minds. Em 2002, ele gravou o acústico “Storytellers” para o canal de TV norte-americano VH-1.

" RED HOT CHILLI PEPPERS "


Misturar Funk, Rock e Punk nunca foi tarefa das mais fáceis e nem sempre essa proposta musical traz bons resultados. Felizmente, esse não é o caso do Red Hot Chili Peppers que vem fazendo isso com muita competência há mais de 15 anos.

O grupo surgiu em Hollywood, quando Anthony Kiedis e o baixista Michael Balzary (mais conhecido como Flea), estudavam na mesma escola e formaram o “Anthem”, junto com Hillel Slovak e Jack Irons. Após um tempo juntos, Flea entrou em outra banda chamada Fear enquanto que Hillel e Irons mudaram o nome do “Anthem” para “What is This?”.

Em 1983, se reencontraram para uma única apresentação em um clube e usam o nome provisório de “Tony Flow and The Miraculous Majestic Master of Mayhem”. O show foi bem sucedido e eles resolvem levar adiante esse mais novo projeto. Agendaram mais algumas datas em Los Angeles, já com o nome de Red Hot Chili Peppers, mas mesmo assim, o “What is This?” também continuava com suas atividades.

Ainda no mesmo ano, o empresário Mark Richardson acertou um contrato para o Red Hot com a EMI America e quase ao mesmo tempo, o What is This? assinou com MCA. A banda então se divide e Anthony Kiedis e Flea, que ficaram sozinhos, completam a formação com o guitarrista Jack Sherman e o baterista Cliff Martinez.

Foi lançado então, em 1984, o álbum de estréia “The Red Hot Chili Peppers”, que acabou sendo uma enorme decepção para eles. No ano seguinte Hillel voltou para a banda e o segundo álbum, “Freaky Style” conseguiu algumas críticas positivas apesar da pouca repercussão.

Fizeram vários shows pelos EUA e alguns pela Europa durante o ano de 1986. Foi nesse período que Jack Irons assumiu novamente as baquetas do grupo. A antiga formação estava de volta e o próximo disco começa a ser planejado. Foi em 1987 que saiu “The Uplift Mofo Party Plan”. O disco trazia uma clara evolução em relação aos anteriores e, quando parecia que as coisas estavam melhorando, Hillel Slovak foi encontrado morto por overdose no dia 25 de junho, aos 26 anos.

O fato chocou os integrantes da banda: Kiedis, também viciado em heroína, resolve procurar ajuda, Irons abandona o grupo e Flea vai cuidar de sua vida pessoal. Após essa pausa, John Frusciante e Chad Smith entram para o time e com as energias renovadas, lançam, em 1989, o álbum “Mother’s Milk”. Finalmente conseguem reconhecimento e fazem algum sucesso nas paradas.

Estava na hora de investir pesado e o Red Hot não vacila: Contratam o produtor Rick Rubin que já havia assinado trabalhos de peso (Slayer, Danzig...) e gravam o clássico “Blood, Sugar, Sex, Magik”, em 1991. O álbum vendeu mais de quatro milhões de cópias e os hits “Give it Away”, “Under The Bridge” e “Breaking The Girl” tocavam sem parar em todas as rádios e na MTV.

No meio da enorme turnê que veio a seguir, o guitarrista John Frusciante decide deixar o grupo e eles são obrigados a cumprir as outras datas com os músicos convidados Arik Marshall e Jesse Tobias.

Após algum tempo de descanso, entram em estúdio novamente. Dave Navarro é convidado para assumir em definitivo o posto de guitarrista e em 1995, saiu “One Hot Minute”. O disco foi bem, trazia alguns hits que tocaram bastante, mas estava longe de causar o impacto conseguido com “Blood, Sugar, Sex, Magik”.

Mais alguns anos de silêncio se seguiram e mais uma vez eles surpreendem os fãs: Dave Navarro havia sido substituído por ninguém menos que o velho Frusciante. Prontos para um novo álbum, convidam novamente o produtor Rick Rubin para realizar o serviço e eis que, em 1999, foi lançado “Californication”.

Esse disco, apesar de ter mais baladas que o normal, foi sucesso imediato, marcando presença em todas as paradas. Faixas como “Scar Tissue”, “Californication”, “Other Side” e “Road Trippin” caíram nas graças do público e o Red Hot Chili Peppers voltou mais forte do que nunca, mas com a competência de sempre. Uma extensa turnê se seguiu e o grupo passou inclusive pelo Brasil no festival Rock In Rio III.

Em 2002, o sucesso se repete com “By The Way”, um álbum que só fortaleceu o nome do grupo entre os mais vendidos e mais tocados. O vídeo para a faixa-título foi muito executado assim como “Can´t Stop”. Dois anos depois eles lançam o primeiro álbum ao vivo da carreira. Duplo, “Live In Hyde Park” foi registrado em Londres, em Junho de 2004, e engloba todas as fases do grupo. Antes, chega às lojas em 2003 a coletânea “Greatest Hits”.

Quatro anos após o último registro de estúdio, o Red Hot Chili Peppers coloca no mercado o inédito “Stadium Arcadium”. Planejado inicialmente para ser lançado como uma trilogia em partes separadas, o álbum, duplo, compila as 28 melhores músicas gravadas pela banda em parceria com o produtor Rick Rubin. Com suas mais de seis milhões de cópias comercializadas ao redor do mundo, o CD se tornou o mais vendido de 2006.

Além de receber ótimas críticas, o novo trabalho rendeu ao conjunto alguns recordes: o ‘single’ “Snow (Hey Oh)” é o 11° do RHCP a ser o número um nas paradas norte-americanas, dando ao conjunto, além do recorde da maior quantidade de lançamentos em primeiro lugar, 77 semanas de liderança, ao longo de toda a carreira, no Billboard Modern Rock Charts, ultrapassando nomes como Rolling Stones, Beatles, entre outros gigantes do estilo.

sábado, 18 de julho de 2009

" JOY DIVISION "


O Joy Division foi, e é, uma das mais importantes bandas de rock da história. Fato incontestável. A prova disso é o culto na qual é alvo até hoje. Surgida em meio ao movimento pós-punk da prolífica Manchester, de onde não paravam de surgir bandas, todas influenciadas pela anarquia descabelada dos Sex Pistols. Ian Curtis, o genial vocalista, morto no auge, vai continuar para sempre sendo reverenciado pelo poder, lirismo e angústia de suas grandes canções. O grande mártir dos anos 80, suas lindas canções e sim, uma bela história.

No célebre verão de 1976, a Inglaterra foi percorrida por um ônibus lendário, carregando os Sex Pistols e os Heartbreakers de Johnny Thunder para a turnê Anarchy in the UK. Quase todas as prefeituras proibiram a turma de se apresentar. Mas, no Free Trade Hall de Manchester, o show acabou acontecendo. Na platéia, gente que no futuro seriam estrelas, como os futuros membros de Buzzcocks, The Fall, Magazine, Duruti Column, Smiths, e, é claro, Joy Division.

A idéia inicial de montar uma banda partiu de dois amigos inseparáveis, Peter Hook e Bernard Dicken. Ian Curtis era apenas um conhecido, um doido que andava por shows punks vestindo uma jaqueta com a palavra "ódio" pintada. Através de anúncios de jornal recrutaram Curtis , além de conseguirem um baterista, Terry Mason.

Diz a lenda que o grupo foi batizado de Stiff Kittens ("gatinhos rijos") por Pete Shelley, o cabeça dos Buzzcocks. Esta versão é contestada pelo livro An Ideal for Living, onde está escrito que tudo começou na casa onde moravam o empresário dos Buzzcocks e Howard Devoto (co-fundador do grupo, que saiu pra montar o Magazine). Uma bela noite, uma garota chamada Lou entrou na sala e disse: "Lá em cima está cheio de gatinhos durinhos", anunciando que a gata deles havia abortado toda a cria. Mas eles não estavam satisfeitos com o nome, soava como uma banda punk qualquer, o que definitivamente não era o caso. Optaram por Warsaw (Varsóvia), a partir de "Warzawa", faixa de Low, de David Bowie, na qual Ian era fanático. Este nome acabaria descartado para evitar confusões com a banda londrina Warsaw Pact.

Estrearam abrindo um show dos Buzzcocks, no final de maio de 1977, no Electric Circus - misto de galpão e night club que durou só até outubro daquele ano, mas foi o vértice da cena punk de Manchester. Comentário de um jornalista enviado para cobrir o evento, sobre o Warsaw: "Nem o mais demente metaleiro poderia se excitar com isso".

A banda ainda passaria o ano de 77 como Warsaw. Ao mesmo tempo que o punk tomava o poder e passava a ser a atração mais "quente" do show-biz, o quarteto abria muitos shows por clubes do norte da Inglaterra. O primeiro registro em vinil acabaria sendo "At a Later Date", incluída num EP ao vivo, gravado durante o fim de semana de despedida do Electric Circus, Short Circuit. É ouvir e constatar: o Warsaw era apenas mais uma banda punk, sem identidade além de um elo entre os Stooges e os Buzzcocks. Demorariam cerca de um ano para forjar uma alquimia sonora que deixaria uma marca incicatrizável no rostinho "adolescente" da música pop.

O novo batismo viria de um livro sobre sadomasoquismo nos campos de concentração alemães, The House Of Dolls. As chamadas "divisões da alegria" seriam os espaços reservados para as prostitutas e presas mantidas vivas para a diversão dos oficiais.

Começa a rolar constantes trocas de bateristas: sai Terry Mason (que havia sido forçado pela banda a aprender e tocar), entra Tony Tabac, sai Tony Tabac, entra Steve Brotherdale, sai Steve Brotherdale... A banda resolve colocar anúncios em lojas de discos com intuito de arrumar o batera definitivo. O experiente Stephen Morris, faz alguns testes e entra para a banda.

O Joy Division começa a investir na cena musical, e lança de modo independente o EP An Ideal For Living. O disco não foi bem recebido e teve má reputação. Porém, uma grande atuação em um show no Rafters Club chamou a atenção do DJ local, Rob Gretton (que viria a ser seu futuro empresário) e do apresentador de TV e empresário Tony Wilson, dono da gravadora independente Factory. Após uma tentativa frustada de lançar um disco pela RCA, acabam assinando com Wilson. Logo sai uma coletânea da gravadora, o EP duplo A Factory Sample, com duas músicas do Joy Division ("Digital" e "Glass"), junto de outras bandas como as fundamentais Duruti Column e Cabaret Voltaire. A banda estava com o repertório pegando fogo, anos-luz dos rascunhos do Warsaw.

Uma pessoa responsável pelo som poderoso do Joy Division é, com certeza, Martin Hannet. Grande produtor, mixava de forma inovadora o LP: colocou a bateria à frente de todos os instrumentos, fora o baixo ultra-melódico de Peter Hook, por trás de tudo a voz de Curtis, abrindo planos como o Saara dentro de uma música essencialmente compacta. A guitarra de Bernard, pouco aparecia. Ao ouvirem pela primeira vez a mixagem final do álbum, reações distintas: Bernard e Peter odiaram (acharam sombrio e pouco barulhento); Ian gostou; Tony Wilson, o chefão, adorou; a imprensa, caiu de quatro.

Unknown Pleasures foi lançado em junho de 1979 e colocou jornalistas dos quatro cantos da Inglaterra atrás da banda para marcar entrevistas e sessões de fotos. Não aceitavam de jeito nenhum. O disco era realmente maravilhoso: "Shadowplay", "Disorder", a linda "She´s Lost Control", clássico atrás de clássico. O que marcava as pessoas era a depressão das letras, que pareciam vindas de um velho a beira da morte. Uma resenha, no semanário inglês Sounds, intitulada Death Disco fez um comentário peculiar: "Quem estiver com depressão quando ouvir este disco, vai se atirar de uma janela". A popularidade da banda aumenta ainda mais com o lançamento do single "Transmission". Ao vivo, Ian Curtis tornava-se um espetáculo à parte, dançando freneticamente e simulando espasmos convulsivos. Na verdade, o estranho balé era uma alusão à epilepsia, doença controlável, à qual Ian travava uma batalha incessável. Muitas vezes mal se podia saber se eram convulsões verdadeiras ou se faziam parte do show.

O novo LP era aguardado ansiosamente. Após uma turnê européia, a banda vai para o Brittania Row Studios, de propriedade do Pink Floyd, e onde o Floyd gravou o multiplatinado Animals. A banda gravou rapidinho, no mesmo esquema do anterior, com produção de Martin Hannet novamente, mas o resultado... foi ainda melhor: Closer é uma obra-prima do começo ao fim. Um dos melhores discos dos anos 80, de todos os tempos. Porém, em 18 de Maio, Ian se vai. Havia traído a esposa em uma turnê na Bélgica. Quando confessou o erro, foi prontamente abandonado. Ouviu o ótimo The Idiot, de Iggy Pop, um de seus ídolos e se enforcou. Ninguém da banda chorou no funeral, e foi lançado Closer e o single de "Love Will Tear Us Apart", que ironicamente se tornou o maior sucesso da banda, e entrou pela primeira vez na parada inglesa. Em breve, Closer também conseguiria o feito. O disco é realmente maravilhoso: "Isolation" é genial com seu refrão, "Heart And Soul", "Decades"...

Com a morte de Ian, os remanescentes do Joy Division, recrutam a tecladista Gilliam Gilbert e montam o New Order, outra banda genial com seus toques eletrônicos, uma evolução da banda anterior. Mas isso é outra história.

Começam a pipocar as óbvias coletâneas póstumas. Still, coletânea dupla, saiu em 1981, com sobras de estúdio no disco 1 e último concerto da banda no disco 2. Em 1988 saiu a ótima Substance, só com canções que saíram em compactos, entre elas músicas raras como "Komakino" e "Incubation". Permanet, de 1995, só reúne o essencial da banda, é ótima para iniciados, mas não contém novidades. Genial é a caixa básica Heart And Soul, de 1997, com versões diferentes para clássicos e muita coisa ao vivo. Depois, surge o disco ao vivo Preston 28 February 1980, lançado em 1999, um grande show da banda, com versão de oito minutos para "The Eternal" e uma raivosa interpretação de "Colony".

Por fim, em 2001, é lançado mais um registro ao vivo da banda, o disco Les Bains Douches.
Uma coisa é certa: a genialidade de Ian Curtis estará sempre acima de oportunismos ou artistas que não honram o microfone que seguram. Um ser eterno, o grande mártir dos anos 80. Suas letras maravilhosas não vai sair da cabeça de seus fâs nunca. "And Love, love will tear us apart again...".


" NEW ORDER "


O New Order surgiu das cinzas do Joy Division.
A depressiva banda inglesa havia encerrado suas atividades em
virtude do suicídio do vocalista Ian Curtis.
O integrantes que restaram decidiram ir em frente,
mas em respeito ao amigo, mudariam o nome da banda.
O New Order agora era formado pelo trio
Bernard Sumner - guitarra e voz, Peter Hook - baixo e
Stephen Morris - bateria.

Eles foram para os EUA fazer algumas apresentações.
A platéia era composta por fãs do Joy Division
que não aprovaram o New Order, já que a banda estava muito vazia.
Bernard não era vocalista e estava tendo muitas dificuldades
de se adaptar às várias funções.

Quando voltaram para a Inglaterra, Morris sugeriu que sua namorada
(Gillian) tocasse teclado na banda.
A idéia foi bem aceita e juntos eles gravaram “Movement”.
O disco saiu com o nome de New Order.
O disco agradou em cheio aos fãs.
Músicas como “Dreams Never End” e “Ceremony”
deram uma boa reputação à banda, que estava recomeçando.
“Ceremony” chegou a entrar no top 40 inglês.
Para o próximo álbum a banda teria que mudar o direcionamento,
já que Curtis não estava mais lá. Não existia a razão para
aquele tipo de som. “Power, Corruption & Lies” saiu em 83 e
trazia muitas novidades. Bernard havia assumido
todos os vocais e a banda usava de artifícios eletrônicos em suas canções.
A primeira impressão não foi boa e muitos consideram este
o pior álbum da carreira desses ingleses.

Apesar de tudo, a música “Age of Consent”
chegou a entrar nas paradas.
Após este álbum a banda começou a fazer apresentações e logo
lançaria o single “Blue Monday” que transformaria a carreira do grupo.
Este single é um dos mais bem sucedidos de todos os tempos na Inglaterra,
está imortalizado.
As batidas dançantes do New Order estavam rendendo.
Várias bandas estavam seguindo aquela nova tendência.
Aproveitando o gancho, a banda lançou os singles "Confusion" (1983) e
"Thieves Like Us" (1984)... ambos repetiram o sucesso de “Blue Monday”.
A crítica esperava por um novo álbum e assim eles lançaram “Low Life” em 85.
Este disco teve uma grande divulgação e o seu primeiro single
“Perfect Kiss” bateu todos os recordes na Inglaterra.

Em 86 saiu “Brotherhood” e o sucesso da banda girou o mundo,
inclusive aqui no Brasil, que teve a música
“Bizarre Love Triangle” constantemente executada nas rádios.
Mas não era só isso que “Brotherhood” trazia.
A música “True Faith” entrou no top 5 Europeu
(como de praxe).
No ano seguinte, Quincy Jones ainda faria uma versão remix de “Blue Monday”,
o que renderia mais alguma grana para a banda.
Em 89 foi lançado o disco “Technique” que entrou nas paradas na primeira
posição e por lá permaneceu por um bom tempo.
A música “Fine Time” foi o hit do álbum,
considerado o maior de toda a carreira da banda.
O New Order em 1990 resolveu dar uma forcinha para a seleção Inglesa de
futebol que iria para a copa. Gravaram a música “World in Motion”
que contou com a participação dos jogadores.
Preciso dizer que o single fez um sucesso
estrondoso e foi número 1 nas paradas?
Numa época em que faltavam metas e a banda se mostrava insuperável no cenário,
os integrantes decidiram se separar e trabalhar em projetos paralelos.
Peter Hook montou o Revenge, que não emplacou.
Bernard Sumner juntou-se ao guitarrista do The Smiths
em um projeto que também não renderia e o casal Morris e Gilbert
resolveram fazer um disco juntos, chamado "Other Two".

Como todas as tentativas foram frustradas, em 91 eles anunciam um retorno do
New Order.
Com a produção de Stephen Hague, eles lançam “Republic”.
que traria mais dois hits: “Regret” e ”World (Price of Love)”.
“Republic” foi o primeiro disco da banda que não seria editado
pela Factory. A gravadora agora era a London.
Mesmo com os hits, a mídia criticaria a nova fase da banda,
que eles alegavam estar fugindo um pouco da proposta inicial.
Após um show no Reading Festival, a banda anunciou que se separaria outra vez.
De volta aos projetos solo, o único que se deu bem foi Peter Hook com o Monaco.
Em 98, a banda foi convidada a retornar para uma música que seria incluída no filme “A Praia”. A música chamou-se “Brutal”.
Neste período a banda começou a trabalhar com Billy corgan do
Smashing Pumpkins.
Em 2001 a banda retorna oficialmente com o a música “Crystal”,
que entrou no Top 10 inglês.
Esta música faz parte do disco “Get Ready” que
seria lançado em Outubro de 2001.


sexta-feira, 17 de julho de 2009

" SINEAD O' CONNOR "


Original e polêmica. Assim é a cantora irlandesa Sinéad O’Connor. Nascida em 08 de Dezembro de 1966, teve a vida marcada por reveses que moldaram sua personalidade e lhe marcaram para sempre.

Tendo sofrido abusos na infância, já tentou suicídio e afirmou ser homossexual em meio a conturbada carreira. Destacou-se com a voz doce, e ao mesmo tempo rebelde, e com a cabeça raspada, sua marca registrada por muitos anos.

Estreou na música em 1987, com o álbum “The Lion and The Cobra”, dedicado à mãe que falecera havia pouco. Conseguiu se apresentar em diversos países da Europa e nos Estados Unidos, ganhando grande visibilidade.

Foi apenas com o segundo trabalho, “I Do Not Want What I Haven’t Got” de 1990, porém, que Sinéad ficou famosa mundialmente. A canção “Nothing Compares 2 U”, composta originalmente por Prince, levou o álbum para a primeira posição dos mais vendidos em vários países e rendeu a ela diversos prêmios.

Dois anos depois chega “Am I Not You Girl?”, onde a cantora interpreta algumas músicas de sucesso como “Don’t Cry For Me, Argentina” e “Gloomy Sunday”. Nessa época ela foi novamente notícia internacional, mas desta vez, por rasgar uma foto do Papa João Paulo II em um dos programas mais assistidos dos EUA.

A atitude foi reprovada por diversas autoridades e Sinéad ficou com uma imagem negativa em muitas cidades. Logo depois o álbum “Universal Mother” foi lançado e a faixa “Fire On Babylon” acaba sendo o grande destaque.

Engajada politicamente, grava “Gospel Oak”, contendo seis músicas dedicadas ao povo de Ruanda, Israel e aos próprios irlandeses.
Após alguns anos de silêncio, lançou “Faith & Courage”, no ano de 2000. A cantora anunciou que se converteu a Igreja Tridente Latino, da Irlanda, e passa a dedicar grande parte de sua vida à religião.
“Sean nos-nua” traz um repertório composto de canções folclóricas irlandesas e o duplo “She Who Dwells in the Secret Place of the Most High Shall Abide the Shadow of the Almighty” é dividido entre um disco ao vivo e outro com faixas raras e alguns ‘covers’.
Sinéad O’Connor anunciou que estava deixando os palcos e o ‘show business’ para cuidar mais de seu espírito e de sua família. Ela já havia anunciado sua aposentaria outras vezes e, felizmente, não cumpriu a promessa. Desta vez, no entanto, parece que foi para valer.

" THE CRANBERRIES "


The Cranberries é uma banda irlandesa de rock alternativo que ganhou notoriedade durante a década de 1990. Em 2003, encerrou suas atividades temporariamente, sendo ainda indeterminado o provável retorno. A banda vendeu mais de 14.5 milhões de álbuns somente nos Estados Unidos.

A banda é composta por Dolores Mary Eileen O’Riordan Burton (voz, teclados e segunda guitarra), Michael Gerard Hogan (baixo), Noel Anthony Hogan (guitarra) e Fergal Patrick Lawler (bateria).

Noel e Mike Hogan, dois irmãos de Limerick, idealizaram a banda em 1989 e a formaram com o baterista Fergal Lawler em 1990. O nome original era The Cranberry Saw Us, o saw us fazendo um trocadilho com sauce, molho em inglês (vale lembrar que cranberry, ou mirtilo em português, é fruta típica da ilha irlandesa). Dolores O’Riordan fez o teste e ganhou o papel de vocalista principal, compondo a letra de Linger. Sua voz é um elemento importante da sonoridade da banda. De fato, o diferencial das canções do grupo está justamente na voz de Dolores, que é quase mais um instrumento do grupo.
Ao longo de treze anos de carreira, a banda alcançou sucesso mundial através de cinco álbums:
- “Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We?” (1993), cujos singles foram “Dreams” (1992/1994) e “Linger” (1993);
- “No Need To Argue” (1994), cujos singles foram “Zombie” (1994), “Ode To My Family” (1994), “I Can’t Be With You” (1995) e “Ridiculous Thoughts” (1995);
- “To The Faithful Departed” (1996), com os singles “Salvation” (1996), “Free To Decide” (1996), “When You’re Gone” (1996) e “Hollywood” (1997);
- “Bury The Hatchet” (1999), com os singles “Promises” (1999), “Animal Instinct” (1999), “Just My Imagination” (1999) e “You And Me” (2000); e
- “Wake Up And Smell The Coffee” (2001), cujos singles foram “Analyse” (2001), “Time Is Ticking Out” (2002) e “This Is The Day” (2002).
Ainda em 2003 foram reunidos todos os singles em uma coletânea, que apresentava duas canções inéditas: “New New York”, sobre os atentados terroristas aos Estados Unidos e “Stars”, que virou single e intitulava a coletânea.



domingo, 16 de setembro de 2007

"THE CURE"


O The Cure foi, sem dúvida, uma das bandas mais importantes da década de 80. Responsáveis por grande parte dos hits dessa época, o grupo ainda continua fazendo história, mais de 20 anos após o lançamento do primeiro álbum. E o grande nome por trás disso tudo é Robert Smith. Nascido em Blackpool, Inglaterra, o vocalista é o criador de quase tudo que a banda gravou e único membro a nunca abandonar o The Cure.

Montou o Easy Cure, em 1977, ao lado do baterista Lol Tolhurst, do baixista Michael Dempsey e do guitarrista Porl Thompson. Após uma experiência não muito agradável com a gravadora Hansa, gravaram o single “Killing An Arab”. Bob assumiu as guitarras e agora como trio, mudam o nome do grupo para The Cure.

No ano de 1979, foi lançado o ‘debut’ “Three Imaginary Boys”, que saiu nos Estados Unidos como “Boys Don’t Cry”, e acabou se tornando uma das composições mais famosas da banda. Dempsey, no entanto, resolveu deixar o The Cure e foi substituído por Simon Gallup.

O segundo trabalho “Seventeen Seconds” trouxe ainda mais popularidade para os ingleses e a música “A Forest” impulsionou as vendas do álbum em todo o mundo. Os discos seguintes são considerados grandes clássicos do Rock Gótico, “Faith” de 1981, e “Pornography”, de 1982, com os hits “A Strange Day”, “The Hanging Garden” e “Cold”.

No ano seguinte, Gallup anuncia a sua saída e a dupla Bob e Lol resolve dar um tempo no grupo. O vocalista faz algumas participações com o Siouxie and the Banshees e o The Cure só volta em 1984, com “The Top”, trazendo no line up Phil Tornalley no baixo e Andy Anderson na bateria.

Mas essa formação não duraria muito. Boris Willians, Porl Thompson e o antigo baixista, Simon Gallup integram o time e “The Head On The Door” chega ao topo das paradas nos EUA e na Inglaterra.

Uma coletânea de singles, intitulada “Standing on a Beach”, saiu em 1986 e o inédito “Kiss Me Kiss Me Kiss Me”, veio no ano seguinte e, além da faixa-título, também foram muito executadas ‘‘Why Can’t I Be You?’’ e “Catch” e “Just Like Heaven”.

Em 1989, o The Cure passou por momentos bons e ruins. O fato positivo foi “Disintegration”, álbum ovacionado pelos fãs e críticos. Por outro lado, Lol Tolhurst abandona o grupo e alimenta uma longa briga judicial com seu antigo companheiro Robert Smith, sendo substituído por Roger O’Donnell.

“Mixed Up”, um álbum de remixes saiu um ano depois e o inédito “Wish” colocava o The Cure de volta nas rádios com a pop “Friday I’m In Love”. Em 1993, o ao vivo “Show” chega às lojas e logo em seguida vem outro “Paris (Live)”.

Em 1996, “Wild Mood Swings” causa uma certa divisão entre os fãs devido ao experimentalismo presente em todas as composições. Mais uma coletânea de singles, dessa vez “Galore” foi lançada e para a surpresa geral, Robert Smith anuncia que o The Cure vai acabar. Como uma despedida para os fãs, gravam “Bloodflowers”, um disco no melhor estilo do The Cure, uma banda que marcou para sempre a história do Rock e que continua conquistando milhares de fãs em todo o mundo, mesmo após terem anunciado o seu fim.

O grupo lançou em 2004 uma caixa especial contendo 4 CD’s com todos os grandes sucessos e faixas raras de forma retrospectiva, e que inclui ainda um encarte de 76 páginas repleto de fotos. No mesmo ano, o The Cure retomou suas atividades e gravou um álbum inédito. Auto-intitulado, o material contou com a produção de Ross Robinson (Korn, Limp Bizkit e At The Drive-In). Apesar da escolha de um produtor tão diferente, a formação continua a mesma de 10 anos atrás com Robert Smith nas vozes e guitarra, Simon Gallup no baixo, Perry Bamonte na guitarra, Jason Cooper na bateria e Roger O'Donnell nos teclados.

Para divulgar o trabalho e provar que voltaram em grande estilo, os ingleses criam um festival próprio, batizado de Curiosa. Além deles, que, obviamente, são a atração principal, o evento roda os Estados Unidos levando ainda nomes como Interpol, The Rapture, Mogwai e Melissa Auf Der Maur.

" DAVID BOWIE "




Um dos maiores nomes da história do Rock. É com essa simples frase que podemos definir David Bowie. Sua importância no mundo da música é inegável, incomensurável e infinita.

A história começou quando David Robert Jones, então com 13 anos de idade, influenciado pelo som de Little Richards, começou a tocar saxofone em algumas bandas de Brixton até 1966. A partir daí decidiu se lançar em carreira solo. Conseguiu um empresário, adotou a alcunha de David Bowie e gravou alguns singles. Três anos depois, conseguiu entrar pela primeira vez nas paradas inglesas com “Space Oddit”, inspirado em “2001 – Uma Odisséia no Espaço”.

Depois disso, o vocalista começou a se firmar no cenário da época com os álbuns “David Bowie” e “The Man Who Sold The World”, regravada pelo Nirvana nos anos 90. Os anos 70 impulsionaram a carreira de Bowie em todo o mundo e ficaram marcados pelo lançamento de grandes clássicos como "Hunky Dory" e "The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars", onde ele deu vida ao seu mais famoso personagem, uma espécie de alienígina andrógino, Ziggy Stardust.

Após “Young Americans”, atuou no filme “The Man Who Fell To Earth” e lançou um de seus trabalhos mais famosos, “Low”, em 1977. A década de 80 começa com “Scary Monster (and Supercreeps)” e investiu ainda mais em sua carreira cinematográficas.

Somente 3 anos depois “Let’s Dance” foi gravado e seguiu-se uma turnê mudial. O camaleão, como é conhecido, iniciou uma nova empreitada, o Tin Machine, lançando dois álbuns, em 1989 e 1991. Ainda nos anos 90, Bowie lança “Black Tie White Noise”, de 1993, que atingiu o primeiro lugar nas paradas britânicas, “Outside”, de 1995 e o mais eletrônico “Earthling”, de 1997.

Nessa época, Bowie saiu em turnê com o Nine Inch Nails e ez participações especiais em apresentações com o Neil Young e Pearl Jam. No ano seguinte, entrou no ar o BowieNet, um provedor de Internet criado pelo artista. “...hours”, de 1999, marcou uma volta do vocalista às raízes, com composições mais cruas e voltadas ao Rock. Alguns anos depois chegou "Heathen", iniciando o novo milênio.

David Bowie conseguiu influenciar muitas gerações e foi fonte de inspiração para grupos de todos os estilos, desde Punk, até Metal, passando pelo Pop e música eletrônica. Sua mente inovadora e atitude de vanguarda mudaram para sempre o ‘show business’. Absorvendo, incorporando e criando elementos artísticos de cada época, o camaleão interferiu em todas as artes, cantando, compondo, interpretando e criando capas, visuais e personagens inovadores.


" TALKING HEADS "


Talking Heads é uma banda musical surgida em Nova Iorque (EUA), no dia 8 de Setembro de 1974, em meio ao movimentos punk e new wave. Liderada pelo guitarrista e vocalista David Byrne, a banda ganhou notoriedade por fundir o rock com inúmeros ritmos, inclusive os africanos.

O líder, guitarrista e vocalista do Talking Heads (David Byrne) nasceu em Dumbarton, Escócia, no dia 14 de Maio de 1952, e além do trabalho com o grupo, compôs trilhas para artistas como Twyla Tharp e Robert Wilson, nomes da dança e do drama respectivamente, além do filme “O Último Imperador” (de 1987, realizado por Bernardo Bertolucci) pelo qual ganhou um Oscar. Também dirigiu o filme “True Stories” (de 1986) e produziu diversos álbuns de música caribenha e brasileira (incluindo trabalho com Tom Zé e Margareth Menezes), notadamente “Rei Momo” (de 1989) e um vídeo documentário sobre o candomblé chamado “The House of Life” (também de 1989). O grupo Talking Heads existiu de 1977 até 1991. O Talking Heads fez a sua criação com a mistura do punk, rock, pop, funk, intelectualismo, e no final da carreira, com a world music.



Biografia

O grupo foi formado em 1974 durante os estudos na “Rhode Island School of Design”. No início o grupo eram apenas David Byrne (vocal, guitarra) e Chris Frantz (bateria), que tocavam e compunham (entre as músicas da época, pode-se citar Psycho Killer e Warning Sign) sob o nome de "The Artistics", jocosamente chamado de "The Autistics". Em 1974, a namorada de Chris, Tina Weymouth (baixo) juntou-se a eles e então David mudou o nome da banda para Talking Heads.

A primeira grande apresentação da banda ocorreu no dia 8 de Junho de 1975, quando fizeram a abertura do show dos Ramones no lendário “CBGBs club”, em Nova Iorque. Em 1976 acrescentaram mais um membro, Jerry Harrison (guitarrista e tecladista), um ex-membro dos "The Modern Lovers" outra grande referência novaiorquina. Rapidamente o grupo se articulou e conseguiu fechar um contrato como a “Sire Records” (associada alemã da Warner Bros). De 1977 data o primeiro álbum, que foi “Talking Heads: 77” e já mostrava o rock e o punk misturados com sons experimentais. O álbum não deu sucesso imediato ao grupo.

Em 1978 chegou o segundo trabalho do grupo, “More Songs about Buildings and Food”, numa colaboração com o produtor ingles Brian Eno (conhecido pelo seu trabalho com os Roxy Music, David Bowie e Robert Fripp). Brian Eno se tornou uma espécie de “quinto elemento virtual” do grupo Talking Heads e passou a colaborar com novos estilos musicais. É dessa época a cover de Al Green “Take Me To The River”. Este álbum teve uma melhor recepção pela crítica, o que deu certo nome à banda.

As experiências musicais continuaram com o trabalho de 1979 “Fear Of Music”, cujo foco estava no flerte com o clima dark do pós-punk rock. A música “Life During Wartime” ficou muito famosa nesse momento.

A partir de 1980 o grupo Talking Heads passa a ter uma maior influência da world music. O trabalho “Once in a Lifetime” marca esse processo. Após lançar 4 CDs em 4 anos o Talking Heads fica 3 anos produzindo apenas 1, nesse ínterim lançam o trabalho ao vivo “The Name of This Band Is Talking Heads”.

Durante esse período, David Byrne lança dois trabalhos "solo": "My Life in the Bush with Ghosts", com Brian Eno; e a 'trilha sonora' da peça de balé "The Catherine Wheel". Chris Frantz e Tina Weymouth, influenciados pelo Soul, Dance e Funk também formam um projeto alternativo, de nome "Tom Tom Club", e lançam o primeiro álbum, que leva o nome da banda. Nessa época perdem o produtor Brian Eno, que passa a se dedicar a banda irlandesa U2. Em 1983 lançam o CD “Speaking in Tongues”, um trabalho mais comercial que gerou o seu primeiro grande sucesso no Top 10 americano (“Burning Down the House”). A turnê desse trabalho, intitulada "Stop Making Sense" e considerada uma das melhores da história do rock, foi a última da banda. O documentário desta tour foi filmado pelo então novato Jonathan Demme que anos depois ganharia o Oscar de melhor diretor por "O Silêncio dos Inocentes". Em "Stop Making Sense" além de "Burning Down The House" temos uma poderosa versão para "PsychoKiller".

Após o lançamento de 1982 outros 3 trabalhos foram criados: em 1985 “Little Creatures”, em 1986 “True Stories” e em 1988 “Naked”."true Stories", trilha sonora para um estranhissimo filme dirigido pelo proprio Byrne teve como hits "Radiohead" (que inclusive deu nome ao grupo ingles liderado por Thom Yorke) e a contagiante "Wild Wild Life".

Com o passar do tempo, a banda cada vez mais passou a ficar em segundo plano, sob os pés do líder David Byrne. Após um espaço de 3 anos sem gravações e shows foi dada a “sentença definitiva”. No dia 2 de dezembro de 1991 David Byrne anunciou o fim do grupo Talking Heads durante uma entrevista no “Los Angeles Times”. David Byrne seguiu numa erratica carreira solo mas o grupo ate hoje eh uma referencia de rock experimental, pop e criativo influenciando bandas atuais como Arcade Fire, Killers e Clap Your Hands Say Yeah.


Membros

David Byrne - Voz, Guitarra, Violão
Chris Frantz - Bateria
Tina Weymouth - Baixo, Teclado
Jerry Harrison - Guitarra, Teclado

Discografia

1977 Talking Heads: 77
1978 More Songs About Buildings and Food
1979 Fear of Music
1980 Remain in Light
1983 Speaking in Tongues
1985 Little Creatures
1986 True Stories
1988 Naked


sexta-feira, 14 de setembro de 2007

" INXS "




Mesmo tendo a sua trajetória interrompida de forma trágica, o INXS foi uma das bandas mais populares do mundo entre a segunda metade da década de 80 e a primeira de 90.
A história desse grupo australiano começou em 1977, quando os irmãos Andrew, Tim e Jon Farris formam uma banda, sugestivamente batizada The Farris Brothers. Juntam-se a eles o vocalista Michael Hutchence, o baixista Garry Gary Beers e o saxofonista Kirk Pengilly.
Após alguns meses de composições e ensaios, começam a se apresentar quase que diariamente em diversos clubes em Sydney, até que o empresário Gary Morrus se interessa pelos Farris e coloca-os para abrirem alguns shows do Midnight Oil (banda que ele também empresariava).
Após essa experiência, conseguem um contrato com a gravadora Deluxe e já com o nome de INXS, lançam em 1980, o álbum de estréia "INXS". No ano seguinte, sai o segundo álbum "Underneath The Colours". Realizam a primeira excursão internacional, tocando nos EUA, Inglaterra e Nova Zelândia.

Em 1982, gravam o terceiro disco " Shabooh Shoobah". A repercussão foi excelente e o INXS começa a ganhar uma legião de fãs. Assinam com a major Atlantic Records e, em 1984, soltam "The Swing". A banda ficou conhecida no mundo todo com o hit "Original Sin", ficando, inclusive, em primeiro lugar na Austrália.
"Listen Like Thieves", de 1985, também foi muito bem sucedido. O grupo se estava cada vez mais maduro e criativo mas ainda tinha muito para mostrar. A prova disso, é que dois anos depois, gravariam um dos maiores clássicos do Pop/Rock: "Kick". Esse disco rendeu ao INXS vários discos de platina, além de prêmios da MTV pelos vídeos das faixas "Need You Tonight", "Devil Inside" e "Never Tear Us Apart".
Após uma exaustiva turnê, resolvem dar uma pausa e só lançam material novo em 1990, no álbum "X", que apenas mantém o nome da banda na mídia. No ano seguinte, saiu o primeiro ao vivo, "Live Baby Live" registrado de uma performance no Wembley Stadium, em Londres.
Mais um inédito de estúdio chega em 1992: "Welcome To Wherever You Are". Esse álbum estreou na primeira posição da parada inglesa e na segunda posição na parada australiana. Faturaram o prêmio de melhor clip com "Baby Don´t Cry" e o hit "Beautiful Girl" emplacou em várias rádios. Em 1993, lançaram "Full Moon, Dirty Hearts" e no ano seguinte a coletânea "Greatest Hits".
São contratados pela Polygram mas só 3 anos depois, em 1997, é que lançariam o novo álbum, "Elegantly Wasted". Em Novembro do mesmo ano, uma notícia tão trágica quanto inesperada, chocou os fãs: Michael Hutchence havia sido encontrado morto, em um quarto de hotel em Sidney. Não se sabe exatamente o que aconteceu com o vocalista. Alguns afirmam se tratar de um acidente, enquanto outros acreditam na hipótese de suicídio. O fato é que perdemos um dos nomes mais expressivos da música, pois além do talento, o carisma de Hutchence foi fator determinante para o sucesso da banda.
Após alguns anos de silêncio, afastados da mídia, os integrantes do INXS se reencontraram para algumas apresentações trazendo Jon Stevens, da popular banda australiana Noiseworks, nos vocais. A reação dos fãs foi tão boa que ele ganhou a vaga em definitivo e o grupo saiu em uma turnê mundial que passou, inclusive, pelo Brasil em 2002.
Stevens, porém, foi dispensado antes mesmo do INXS gravar material inédito e a Rhino Records colocou no mercado relançamentos dos álbuns da banda em versões remasterizadas e com faixas bônus, além de um "The Best of". Em 2004 o INXS assinou contrato com uma produtora de TV que prometeu produzir um ‘reality show’ para escolher o futuro vocalista da banda.




" THE SMITHS "


The Smiths é uma banda inglesa, surgida na cidade de Manchester e bastante popular na década de 1980. Sua música já recebeu diversas classificações ao longo dos anos, seja como alternativa, pop, indie ou até mesmo o abrangente (e genérico) rótulo de Rock Inglês. O grupo existiu formalmente entre 1982 e 1987, alcançando o sucesso em seu país em 1984. O nome é uma curiosidade: Smith é o sobrenome mais popular na Inglaterra (equivale ao Silva em Português). O objetivo era mostrar que a banda era formada de pessoas comuns. Entre seus principais sucessos destacam-se as canções The Boy With The Thorn In His Side, How Soon Is Now, This Charming Man, Ask, Heaven Knows I'm Miserable Now, Bigmouth Strikes Again, Panic.




Steven Patrick Morrissey após ter deixado a escola, sentiu-se "perdido", ficando em casa a ler e a escrever para passar o tempo. Para além de alguns artigos que escrevia para um jornal local, formou o clube de fãs dos The New York Dolls em Inglaterra. Tentou a sua sorte numa banda que não deu em nada, os "Nosebleeds" (o guitarrista desta banda viria a tocar nos The Cult).

Até que certo dia em 1982, na sua terra natal, Manchester, Johnny Marr (John Maher) um guitarrista sem grande sucesso noutras bandas mas com grande talento sugeriu a Morrissey, escrever letras para as músicas que andava a compor.

No inicio apenas pretendiam fazer músicas para vender a outros artistas, mas pouco tempo depois decidem avançar para formar uma banda. Andy Rourke no baixo e Mike Joyce na bateria, foram posteriormente chamados para se juntarem à banda.

Morrissey escolhe o nome mais banal possível, The Smiths, em contraste com os nomes complicados e pomposos que as bandas escolhiam na altura (Orchestral Manoeuvres in the Dark, Depeche Mode, Classix Nouveaux, A Flock of Seagulls...). As roupas que usavam em palco, simples e comuns, uma vez mais em contraste com as bandas "New Romantics" da altura que cultivavam o "choque" visual (esta atitude faz lembrar os The Cure da atitude "no image" no inicio da sua carreira e o Robert também nunca quis um nome pomposo e complicado). Pessoas comuns a fazerem música era o que eles pretendiam demonstrar com esta envolvente. Os Smiths pretendiam também voltar a dar à guitarra o estatuto de instrumento privilegiado, rompendo com o panorama musical desta altura.

Depois de alguns ensaios e concertos assinam pela "Rough Trade", uma pequena editora independente na primavera de 1983. O primeiro single da banda foi "Hand In Glove"; ele tornou-se sensação nas tabelas independentes mas é com o segundo single "This Charming Man" deste mesmo ano que a banda consegue obter um verdadeiro "hit" tornando-se o maior sucesso de vendas de sempre da "Rough Trade". "What Difference Does It Make" é outro single que também contribuiu para uma onda crescente de fãs ajudada pelas críticas fantásticas que a imprensa lhes dedicava.

A banda gera alguma controvérsia por alegadamente duas das suas canções que eram passadas na "BBC Radio", "Reel Around The Fountain" e "Handsome Devil" serem condescendentes em relação á pedofilia. Acusações que Morrissey refutou categoricamente. Outra música que gerou algumas "más-linguas" foi a "Suffer Little Children" originalmente denominada "Over The Moors" e é acerca dos assassinatos perpetrados por dois homicidas patológicos em Manchester. Apesar de ser uma homenagem sentida às vitimas que eram da sua idade quando se deu a tragédia e que o afetou profundamente, pensou-se que seria uma maneira evidente de chamar a atenção, pois foi um dos crimes mais mediáticos de todos os tempos no Reino Unido.


Com todos estes antecedentes e já com uma vasta legião de fãs, os Smiths gravam o seu primeiro LP. Em 1984 sai o primeiro álbum, com o mesmo nome que o grupo, The Smiths, que atinge o nº 2 do Top do Reino Unido e é bastante aclamado pela crítica. Este álbum é particularmente importante porque vinha contrapor a tendência do synth pop. Além dos singles anteriormente editados, este álbum conta com as excelentes "Still Ill" e "Pretty Girls Make Graves".

Ainda em 1984 lançam dois singles que não tinham sido incluídos no álbum de estreia, "Heaven Knows I'm Miserable Now" que foi o primeiro single da banda a atingir o top 10 britânico, e "William, It Was Really Nothing" que julga-se ser escrita acerca do seu amigo, Billy Mackenzie, vocalista dos "The Associates". O compacto tinha como B-Side uma das músicas mais famosas dos The Smiths, "How Soon Is Now".



Meat Is Murder é o segundo álbum da banda e entra directamente para nº 1 em 1985. É um álbum politizado e que marca o início de uma série de entrevistas politizadas de Morrissey, nas quais curiosamente critica as mesmas pessoas que o Robert Smith: Margaret Thatcher e a sua administração, a familia real, o Live Aid e pessoas como Madonna e George Michael.

Este álbum foi precedido da edição do anterior b-side "How Soon Is Now" como single que ajudou em grande parte ao "Meat Is Murder" a conseguir o primeiro lugar nas paradas.

Mais três singles foram editados, "Shakespeare's Sister", "That Joke Isn't Funny Anymore" e "The Boy With The Thorn In His Side".



Em julho de 1986 os Smiths lançam o disco que muitos consideram ser sua obra-prima: The Queen Is Dead. Para a "Spin" foi mesmo considerado o melhor álbum de todos os tempos e para a "Melody Maker", "NME" entre outras publicações, este álbum entrou no top 10.

Destaque para os singles "Bigmouth Strikes Again", "The Boy With The Thorn in His Side" e "There Is A Light That Never Goes Out", além de "I Know It's Over", uma das mais melancólicas letras de Morrissey.

É nesta altura, entretanto, que começam a surgir os problemas. Divergências com a "Rough Trade" que fizeram com que o lançamento do álbum tivesse sido adiado; Johnny Marr estava exausto e andava a beber demais e certas pessoas começavam a fazer-lhe crer que não precisava do Morrissey; Rourke foi demitido da banda por problemas com heroína, mas acabou por regressar, apesar de ter sido momentaneamente substituído por Craig Gannon. Após o regresso de Rourke, Gannon fez segunda guitarra até ao fim da tour.

Em meio ao ambiente tumultado que tomava conta da banda, são lançados dois compactos, "Panic" e "Ask", canções mais animadas do que a banda costumava fazer. Ambos são bem-sucedidos nas vendas, atingindo 11º e 14º lugares, respectivamente.



1987 é o ano da fatalidade, do confronto final de egos entre Johnny Marr e Morrissey, duas pessoas brilhantes mas com visões diferentes quanto ao rumo a seguir e assim chega ao fim uma das colaborações mais frutuosas da história da música e procedem ao desmantelamento da banda. Mas antes ainda editam o single "Sheila Take A Bow" (o qual foi #10 nas paradas) e Strangeways, Here We Come que incluí belas canções como "Last Night I've Dreamt That Somebody Loved Me", "I Started Something I Couldn't Finish", "Death Of A Disco Dancer", "Girlfriend In A Coma", entre outras. O álbum alcança o nº 2 do top do Reino Unido.



Andrew Rourke nasceu em Manchester no dia 17 de Janeiro de 1964. Andy assumiu o baixo dos Smiths em 1982 e foi o último membro da formação original a entrar para a banda.
Steven Patrick Morrissey (mais conhecido pelo seu último nome) nasceu em Manchester, no dia 22 de Maio de 1959. Morrissey assumiu os vocais da banda. Com suas letras melancólicas e sensíveis, tornou-se um ícone do rock.
John Maher (conhecido como Johnny Marr) nasceu em Manchester, no dia 31 de Outubro de 1963. Marr era o guitarrista dos Smiths e contribuiu decisivamente para tornar a banda uma das mais aclamadas dos anos oitenta. É considerado um dos guitarristas mais influentes do seu tempo.
Mike Joyce nasceu em Manchester, no dia 1 de Junho de 1963. Joyce era baterista dos Smiths, mas sempre viveu a sombra do excêntrico Morrissey e do inventivo Marr.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

" DEPECHE MODE "


Depeche Mode é uma banda inglesa de música eletrônica formada em 1980 em Essex, Inglaterra.

A banda é a mais duradoura e bem sucedida que emergiu da era New Romantic e New Wave. Um dos grupos precursores do synth pop, o Depeche Mode é um dos maiores e mais importantes representantes do gênero, juntamente com Soft Cell, OMD, Human League e Gary Numan. Este movimento musical inglês no início dos anos 80 foi considerado como uma tentativa britânica de responder à influência dos alemães pioneiros da música eletrônica, o Kraftwerk, cujo som e imagem eram imitados por parte dessas bandas.

Com o tempo, o Depeche Mode ficou cada vez maior e melhor, mais criativo, maduro e bem-produzido, tomando uma vantagem enorme em cima de seus concorrentes conterrâneos e até sobre o próprio Kraftwerk e hoje é considerado grande influência para diversas bandas de Pop e Rock atuais, como Smashing Pumpkins, Placebo, Lacuna Coil e Deftones. Possuindo também uma lista de fãs ilustres como Marilyn Manson, Scott Weilland, Robert Smith, Tori Amos e Johnny Cash.

Depeche Mode é formado por David Gahan (vocalista), Martin L. Gore (tecladista, guitarrista, vocalista e compositor a partir de 81), Andrew Fletcher (tecladista) e Vince Clarke (tecladista e compositor de 80 a 81). Vince Clarke deixou a banda após o lançamento do álbum de estréia em 1981. Ele foi substituído por Alan Wilder, membro de 82 a 95. Após a saída de Wilder, o Depeche Mode continuou a carreira como um trio.

Em 2006, era estimado que a banda já havia vendido mais de 91 milhões de cópias em todo o mundo (35 milhões de singles / 56 milhões de álbuns). A banda teve 44 canções nas paradas britânicas e já esteve mais vezes que qualquer outro artista entre os 40 mais ouvidos no Reino Unido sem alcançar o primeiro lugar. Seus maiores destaques musicais é o forte clima depressivo romântico e épico, e arranjos muito diferentes que resultam em uma sonoridade única. Também é reconhecido em parte por suas técnicas de gravação e o inovador uso de samplers. Apesar de exercer muita influência no cenário da Música Eletrônica e Dance, geralmente o
Depeche Mode é classificado como Alternativo.