ROCK OITENTISTA

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

"STRAY CATS"


Stray Cats é uma banda de rockabilly formada em 1979 pelo guitarrista/vocalista Brian Setzer e seus colegas de escola Lee Rocker (Leon Drucker) e Slim Jim Phantom (James McDonnell). O grupo teve vários sucessos no Reino Unido e nos Estados Unidos no começo dos anos 80.
Depois de sua primeira separação em 1984, a banda vem reunindo-se esporadicamente; mais recentemente em 2004, lançando Live in Brixton, álbum de versões ao vivo de muitas de suas primeiras canções.
Os Stray Cats foram formados na cidade de Massapequa, Long Island. O seu som retro, estilo anos 50, não agradou muito ao público. No verão de 1980 o grupo decidiu partir para a Inglaterra, onde o movimento revival do rockabilly
estava começando a emergir.
Depois de um espectáculo em Londres, os Stray Cats encontraram-se com o produtor Dave Edmunds, conhecido como um entusiasta das raízes do rock por seu trabalho com a Rockpile e como artista solo. Edmunds ofereceu-se para trabalhar com o grupo, e eles entraram em estúdio para gravar um álbum homónimo, lançado na Inglaterra em 1981 pela Arista Records. O sucesso do disco foi imediato e o mesmo produziu três êxitos: "Runaway Boys", "Rock This Town" e "Stray Cat Strut". O álbum seguinte, Gonna Ball, não foi tão bem recebido, tendo sido marcado por fortes críticas negativas. Os Stray Cats decidiram retonar aos Estados Unidos e divulgar seu trabalho por lá.

Retorno aos E.U.A

Os Stray Cats assinaram contrato com a EMI America, e em 1982 lançaram seu álbum de estréia norte-americano, Built for Speed, uma compilação dos
seus dois LPs britânicos.
Ajudados por uma divulgação maciça na recém-lançada MTV, "Rock This Town" e "Stray Cat Strut" chegaram ao Top Ten norte-americano, mais de um ano depois de aparecerem nos escaparates britânicos. Como resultado, Built for Speed foi um grande sucesso, e os Stray Cats passaram a ser vistos como mestres do estilo retro. O seu segundo álbum norte-americano, Rant n' Rave With the Stray Cats, foi lançado em 1983 e produziu outro êxito no Top Ten com "(She's) Sexy + 17", assim como um sucesso menor com a balada estilo doo-wop "I Won't Stand in Your Way".
Conflitos pessoais começaram a surgir causados pela maneira como os músicos lidaram com o sucesso; Phantom casou-se com a atriz Britt Ekland, enquanto Setzer fazia participações especiais com astros como Bob Dylan e Stevie Nicks, além de se tornar guitarrista do projeto The Honeydrippers de Robert Plant. No fim de 1984, Setzer acabou com a banda depois de várias alterações.
Em 1986 os Stray Cats reuniram-se novamente em Los Angeles, gravando um álbum de covers chamado Rock Therapy, que não vendeu muito bem.
O trio voltou aos seus respectivos projetos pós-Stray Cats, lançando álbuns de pouco sucesso. Em 1989, eles reuniram-se mais uma vez para lançar Blast Off, que foi acompanhado por uma digressão com Stevie Ray Vaughan. Abandonando a EMI, a banda entrou em estúdio com Nile Rodgers para gravar Let’s Go Faster, lançado pela Liberation em 1990. Depois de mais um álbum de covers, Original Cool, de 1993, o grupo separou-se novamente.
Apesar da pouca repercussão de seus álbuns nos anos 90, o grupo reúne-se periodicamente para apresentações ao vivo.

Discografia

Stray Cats (1981)
Gonna Ball (1981)
Built for Speed (1982)
Rant N' Rave with the Stray Cats (1983)
Rock Therapy (1986)
Blast Off! (1989)
Let's Go Faster! (1990)
Choo Choo Hot Fish (1992)
Original Cool (1993)
Rumble in Brixton (2004)

Singles

1980 "Runaway Boys"
1981 "Rock This Town"
1981 "Stray Cat Strut"
1981 "The Race Is On"
1981 "You Don't Believe Me"
1983 "(She's) Sexy And 17"
1983 "I Won't Stand In Your Way"
1989 "Bring It Back Again"

"ECHO & THE BUNNYMEN"


Echo & the Bunnymen é uma banda inglesa de pós-punk formada em Liverpool, em 1978. Entre suas influências destacam-se The Beatles, The Velvet Underground e The Doors. Bandas influenciadas incluem The Jesus and Mary Chain, The Mission e Interpol.
As origens da banda remontam ao final dos anos 70, quando Ian McCulloch, Pete Wylie e Julian Cope formam os The Crucial Three. Em 1977, Wylie e Cope deixam o grupo para criar os Teardrop Explodes e os Whah!, respectivamente.
Em 1978, McCulloch, juntamente com Will Sergeant, criam o duo Echo, utilizando uma caixa de ritmos em substituição da bateria. No mesmo ano, o baixista Les Pattinson junta-se à banda, e realizam o seu primeiro concerto ao vivo no clube Eric, em Liverpool, com o nome Echo & The Bunnymen.
No ano seguinte, em 1979, a banda lança o primeiro single, Pictures on My Wall, e o sucesso deste dá-lhes um contrato com a editora Korova. O baterista Pete de Freitas entra para o grupo.

Em 1980, gravam o primeiro álbum de originais, Crocodiles que, juntamente aos dois trabalhos seguintes, Heaven Up Here e Porcupine, lhes trás reconhocimento. Porcupine chega ao #2 das tabelas do Reino Unido.
O álbum de 1984, com o single Killing Moon, entra, mais uma vez, para o Top Ten das tabelas, atingindo a quarta posição, no Reino Unido,
e entrando para o Top 100, nos EUA.
Três anos depois, os Echo & the Bunnymen lançam novo álbum que atinge a posição #51 nos EUA, o melhor lugar até à data, e o quarto lugar no país natal. No entanto, o álbum não apresenta nenhuma evolução nos trabalhos da banda, e McCulloch abandona o grupo para trabalhar a solo. Em 1989 edita Candleland, e no ano seguinte Mysterio. Neste período, Noel Burke substitui McCulloch nos vocais, e lançam Reverberation.
Em 1994, McCulloch forma os Electrafixion com Will Sergeant. Mais tarde, em 1997, é a vez de Pattinson se juntar, e de novo reúnem os Echo & the Bunnymen.

Integrantes Formação original

Ian McCulloch - vocal
Will Sergeant - guitarra
Les Pattinson - baixo
Pete de Freitas - bateria

Outros integrantes

Mark Fox - bateria
Noel Burke - vocal (em Reverberation)
Damon Reece - bateria
Jake Brockman - guitarra e sintetizador

Discografia

1980 - Crocodiles
1981 - Heaven Up Here
1983 - Porcupine
1984 - Ocean Rain
1987 - Echo & the Bunnymen
1990 - Reverberation (Com Noel Burke nos vocais)
1997 - Evergreen
1999 - What Are You Going to Do with Your Life?
2001 - Flowers
2002 - Live in Liverpool
2005 - Siberia
2006 - Me, I'm All Smiles (Live)
2009 - The Fontain

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

"RICK JAMES & SMOKEY ROBINSON"

Rick James foi um aluno do estilo e da música de James Brown,Junto com outro expoente da musica da Motown, Smokey Robinson,eles fariam em 1983 um dueto que ficaria para sempre na historia da música POP mundial.

Rick James (1 de fevereiro de 1948 - 6 de agosto de 2004) era um cantor, compositor e produtor norte-americano de funk e soul. Seu nome de batismo era James Johnson, Jr. e nasceu na cidade de Buffalo, estado de Nova York.
James era o terceiro de oito filhos de um ex-dançarino que trabalhava na indústria automobilística. Era sobrinho de Melvin Franklin, vocalista do grupo The Temptations. Com 15 anos, James ingressou na Reserva Naval. Quando isto passou a interferir em sua carreira musical, ele começou a faltar nos treinamentos no quartel aos finais de semana. Ele foi considerado "ausente sem permissão" do serviço militar e fugiu para Toronto, no Canadá. Lá, ele continuou sua carreira musical e formou uma banda chamada The Mynah Birds, a qual tinha também Neil Young e Bruce Palmer como integrantes. Os processos voltaram a rondá-lo quando seu sucesso o levou de volta aos Estados Unidos, onde foi preso e cumpriu pena por deserção. Depois de solto, James passou algum tempo no Reino Unido, onde integrou um grupo chamado Main Line. Em 1977 ele retornou aos EUA e foi trabalhar com a gravadora Motown, no início como compositor, depois como cantor e produtor. James foi mais produtivo no fim dos anos 70 e início dos 80. Foi cantor, tecladista, baixista, produtor, arranjador e compositor. Tocava principalmente com a sua banda, a Stone City Band.
O primeiro sucesso de James foi You And I, uma gravação de 8 minutos em seu primeiro álbum, de 1978, Come Get It, do qual fazia sua parte sua ode à marijuana chamada simplesmente Mary Jane.
Em 1979 James lançou 2 álbums: Bustin' Out Of L Seven, em janeiro e Fire It Up na segunda metade do ano. Depois do pouco brilhante álbum Garden Of Love de 1980, gravou um álbum conceitual chamado Street Songs. Este incluiu seu grande sucesso Super Freak (o qual serviu posteriormente como melodia de fundo para a música "U can't touch this" de MC Hammer, em 1990). Outros sucessos do disco incluíam Give it to Me Baby e Ghetto Life (no mesmo álbum), e ainda Teardrops, Cold Blooded, 17 (Seventeen), You Turn Me On e Glow, seu último sucesso de Rhytm'n'Blues (R&B), em 1985. Além disso, ele ajudou a lançar a cantora branca de R&B Teena Marie e também o grupo Mary Jane Girls.

Mas era o lado obscuro da vida de James que ofuscava sua carreira. Era um consumidor ocasional de drogas, viciado principalmente em cocaína. Em 1993, James foi acusado de assaltar duas mulheres para comprar droga. Passou dois anos na prisão, porém isto não o impediu de continuar compondo. Foi libertado em 1995.
James tentou retornar em 1997, porém sofreu um pequeno derrame durante um concerto em Denver, que pôs um fim em sua carreira musical, apesar de sua última performance ter sido em 2004 no BET Music Awards.
Desconhecido de muitos, James tinha inúmeros fãs. Ele procurava conhecê-los e agradecer o seu apoio a ele. Bandas que se beneficiaram disso incluem, dentre outras, The University of Waterloo Funk Kings, Hell's Funk e J Funk and Funkalicious Five.
Antes do derrame, James foi entrevistado para uma série de tv chamada Behind The Music (Por Trás da Música), e pela primeira vez falou abertamente sobre o vício e sua batalha contra as drogas.
James foi encontrado morto por um empregado em 6 de agosto de 2004, em sua casa em Los Angeles. James morreu de falência cardíaca e pulmonar, tendo como complicadores o diabetes e o derrame cerebral. Tinha ainda um marcapasso. Na época de sua morte, estava a trabalhar em sua autobiografia, Confessions Of A Superfreak, assim como em um novo álbum. Tendo sido casado e posteriormente divorciado, deixou três filhos, Tazman James, Ty James, e Rick James Jr., e duas netas.
Agendado para lançamento entre setembro e outubro de 2004 o DVD Rick James: Rockpalast Live, que apresenta um concerto de 1982 gravado em Essen, Alemanha.
William "Smokey" Robinson, Jr. (nascido em 19 de fevereiro de 1940) é um cantor, compositor e produtor de R&B e soul norte-americano.




Discografia

Come Get It (1978)
Bustin' Out of L Seven (1979)
Fire It Up (1979 in music)
Garden of Love (1980)
Street Songs (1981; relançado em 2001 em edição de luxo)
Throwin' Down (1982)
Cold Blooded (1983)
Reflections (1984)
Glow (1985)
The Flag (1986)
Wonderful (1988)
Bustin' Out: The Very Best of Rick James (1994)
Urban Rapsody (1997)
Anthology (2002)

sábado, 4 de dezembro de 2010

"MANOWAR"


Manowar é uma banda dos Estados Unidos de heavy metal, formada em 1980,
que tem como líderes o baixista Joey DeMaio e o vocalista Eric Adams.
O Manowar se destaca entre as maiores bandas de Metal do mundo.
Entraram para o Guiness Book após fazer o concerto com o volume mais alto já registrado: 129,5 decibéis.
A banda surgiu em 1980, quando o baixista Joey DeMaio, que fazia um projeto com o vocalista Ronnie James Dio, perdeu a parceria do mesmo, pois Dio fora chamado para atuar como vocalista da banda Black Sabbath, e assim DeMaio correu em busca de uma nova formação. O Manowar lançou o seu primeiro e clássico álbum Battle Hymns em 1982. A formação na época consistia em Eric Adams (vocal), Joey DeMaio (baixo) - ambos no grupo até hoje - além de Ross The Boss (guitarra, que permaneceu até o lançamento de Kings of Metal, 1988) e Donnie Hamzik (bateria, que gravou o primeiro álbum e só retornou em 2009). Scott Columbus assumiu as baquetas e permaneceu até 2008, embora não tenha gravado o disco The Triumph of Steel, gravado por Rhino que fez também atuações ao vivo entre 2008 e 2009.
A característica marcante da banda, além de sua polêmica auto-promoção é seu discurso em prol do verdadeiro heavy metal, sua temática epica e lírica que mistura temas como mitologia nórdica, mulheres, velocidade, guerras, honra, glória, e que os seus fãs são os melhores e mais dedicados do mundo. Musicalmente, a banda executa o Heavy Metal Tradicional, com influências de Power Metal, além de serem os criadores do estilo True Metal, uma variável do Heavy Metal. O Manowar detém ainda o seu nome inscrito no Guiness Book of Records como o grupo que conseguiu atingir o som mais alto jamais tocado em palco (sendo o mesmo comparado ao som emitido pela turbina de um Boeing na altura de levantar voo).
Recentemente o grupo lançou o dvd The Day the Earth Shook - The Absolute Power em 2006, e em 2007 lançou o Live Kavarna, que contem mais de tres horas de show, o mesmo adentrou ao Guiness Book. Recentemente a banda quebrou seu próprio recorde, em um show que durou cinco horas e um minuto.
Eles prometeram gravar uma série de discos denominada "The Asgard Saga", iniciando com Thunder in the Sky (2009). Mas enquanto não dão seguimento a esse projeto, fizeram a regravação do clássico de 1982, Battle Hymns, lançado novembro de 2010. O álbum chama-se Battle Hymns MMXI.
Manowar se destaca entre as maiores bandas de Metal do mundo e já vendeu mais de 9 milhões de cópias em todo o mundo.

Discografia



1982 - Battle Hymns
1983 - Into Glory Ride
1984 - Hail to England
1984 - Sign of the Hammer
1987 - Fighting the World
1988 - Kings of Metal
1992 - The Triumph of Steel
1996 - Louder than Hell
2002 - Warriors of the World
2007 - Gods of War
2009 - Thunder in the Sky (EP)
2010 - Battle Hymns MMXI

Álbuns ao vivo

1997 - Hell on Wheels
1999 - Hell on Stage
2007 - Gods of War Live

Compilações

1992 - Manowar Kills
1994 - The Hell of Steel: Best of Manowar
1997 - Anthology
1998 - The Kingdom of Steel
1998 - Steel Warriors

Singles

1988 - "Herz Aus Stahl"
1996 - "Courage Live"
1996 - "Trilogy/The Fight for Freedom"
2003 - "Dawn of Battle"
2005 - "King of Kings" (incluído em Hell on Earth Part IV)
2006 - "The Sons of Odin" (primeiro EP)
2007 - "Gods of War"
2008 - "Die with honor"

Videografia

VHS/DVDs

1993 - Secrets of Steel (VHS)
2001 - Hell on Earth Part I (DVD)
2002 - Fire and Blood (DVD) (2002)
2002 - Warriors of the World United (mini DVD/CD)
2003 - Hell on Earth Part III (DVD)
2005 - Hell on Earth Part IV (DVD)
2006 - The Day the Earth Shook - The Absolute Power (DVD)
2007 - Live Kavarna (DVD)
2009 - Hell on Earth Part V (DVD)

Formação

Eric Adams - vocal (desde 1980)
Joey DeMaio - baixo, guitarra, teclado e violão (desde 1980)
Karl Logan - guitarra, teclado e violão (desde 1994)
Donny Hamzik - bateria (1981-1983, 2009-)

Ex-integrantes

Ross The Boss - guitarra (1980-1988)
David Shankle - guitarra (1989-1993)
Carl Canedy - bateria (1980)
Kenny Earl "Rhino" Edwards - bateria (1990-1994, ao vivo 2008-2009)
Scott Columbus - bateria e percussão (1983-1990, 1994-2008)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

"STRYPER"


O Stryper é uma banda norte-americana de glam metal da Califórnia, cujas letras são baseadas no cristianismo. Formada em 1983, é considerada a pioneira
do gênero "metal cristão".
O Stryper fez extraordinário sucesso no meio cristão nos anos 80 e no início dos anos 90, tocando com grandes bandas como Dio, White Lion e Keel entre outros.
Em fevereiro de 1992, o vocalista Michael Sweet sai da banda para dar início à sua carreira solo. A banda tenta continuar por mais algum tempo, como um trio, apenas para finalizar suas atividades alguns meses depois. No entanto, para alegria dos fãs, a banda foi novamente reunida em 2003, inicialmente com Tim Gaines no baixo, que depois foi substituído por Tracy Ferrie,
antigo baixista das bandas Whitecross e Guardian.
Posteriormente Gaines volta à banda, revezando com Tracy o palco do Stryper.
Formada em 1983 pelos irmãos Michael (vocalista) e Robert Sweet (baterista)
e os amigos Oz Fox (guitarrista) e Timothy Gaines (baixista, tecladista).
Em 1984, assinam com a Enigma Records, e em julho saiu o EP
"The Yellow And Black Attack", com 6 músicas.
Mas o Primeiro grande lançamento, foi "Soldiers Under Command",
de 1985, que vendeu mais de meio milhão de cópias em todo o mundo.



Em 1986, saiu "To Hell with the Devil", considerado por muitos o melhor trabalho do Stryper. O EP "The Yellow and Black Attack" foi re-lançado como álbum completo,
com duas músicas a mais, "My Love I'll Aways Show" e "Reason For The Season".
Em 1988, o Stryper grava "In God We Trust", destacando a música "I believe in You", que no Brasil fez parte da trilha sonora da novela "O Salvador da Pátria", exibida pela TV Globo. Saindo da turnê desse disco, retiraram-se para 8 meses de ensaios no estúdio de Robert Sweet. O resultado foi "Against the Law" de 1990, que deixou alguns fãs confusos com a mudança da aparência do Stryper.
Isso levou numerosos rumores e perguntas sobre a sinceridade da fé da banda. Pois até "In God We Trust", as mensagens eram bem claras acerca da vida cristã, já no trabalho "Against the Law" as letras não condiziam com o que
os integrantes pregavam anteriormente.
Em 1991 sai "Can't Stop the Rock", uma coletânea de músicas gravadas de 1984 à 1991, incluindo duas novas músicas, "Believe" e "Can't Stop The Rock" que é a resposta da banda para aqueles que ficaram surpresos na mudança do Stryper que aparecia no disco anterior. Mas nem tudo eram flores no Glam Rock: as críticas, vindas de todos os lados, não tardaram a ser lançadas contra aqueles que estavam mudando a cara da música cristã americana. Depois de gravar o disco já citado, o "Against the Law", uma manifestação de puro protesto e sem nenhuma referência ao Senhor Jesus, a Deus ou a Salvação, não é difícil de se imaginar o que rolou depois disto: brigas, intrigas e muita confusão.
"Perdemos o nosso foco, esquecemos a mensagem. Começamos com festas, bebidas e tudo mais. Passamos a viver o que condenávamos no palco."
Michael Sweet.
"Foi aí, que Deus entrou em cena e fez parar a bagunça. Hoje sei que Deus nos perdoou e sou-lhe grato pela chance de fechar as portas do passado."
Michael Sweet.
Em janeiro de 1992, Michael segue sua carreira solo. Michael era o primeiro a reaparecer na mídia, quando fechou negócios com uma nova gravadora. Esta união resultou em três álbuns solos: "Michael Sweet", "Real" e "Self".Em 1994, Tim e Robert se unem a Rex Carrol(ex-Whitecross) e Jimmi Bennet na banda King James. Em 1998, Tim e Oz se unem no Sin Dizzy. Em 2002, a Hollywood Records, faz um convite a banda a lançarem um novo disco, que é lançado em 2003, "Seven: The Best of Stryper" e logo em seguida surge um Tour na América que se transforma em mas um novo disco: "7 Weeks: Live in America, 2003".

Em 2005 foi lançado outro álbum "Reborn". Esse é o novo Stryper, de novo estilo músical. A banda seguiu com a nova formação e recentemente lançaram um álbum chamado: Murder By Pride(2009),um álbum mais voltado as suas origens com solos e agudos de Michael Sweet. A capa foi feita por um brasileiro (GILVAN RANGEL Jr) da cidade de Campina Grande-PB, onde o mesmo recebeu uma carta de agradecimento escrita por Michael Sweet, um poster comemorativo dos 25 anos e o cd autografado. Está sendo feita uma turnê de aniversário de 25 anos da banda, com todos os membros originais(Michael e Robert Sweet , Oz Fox , Timothy Gaines)

Estilo

Durante a década de 1980, Stryper representou o estilo glam metal popular durante o tempo que se caracterizou por comportamentos altamente visuais. Um elemento característico da banda foi que todos os seus equipamentos, aparelhos e instrumentos foram pintadas em riscas amarelas e pretas. Stryper também teve outras marcas distintivas. Além de posicionar o set de bateria de Robert Sweet de lado para o público, também costumavam jogar Bíblias para a multidão nos concertos, especificamente edições do Novo Testamento com adesivos da banda.

Como um protesto contra o "666" símbolos populares entre os muitos fãs de heavy metal da época, Robert Sweet promoveu um símbolo alternativo numerológica, o "777" símbolo posteriormente se tornou bastante popular entre os metaleiros cristão. Embora o número "777" não é referenciada pela Bíblia (em oposição a 666, que é mencionado no Livro do Apocalipse como o número da besta) o número "7" é tradicional (em simbolismo cristão) associado a divina perfeição.
Em 12 de Agosto de 2006, o Stryper se apresenta pela primeira vez no Brasil,
na casa de shows Via Funchal, na cidade de São Paulo, com Tracy Ferrie no baixo.
O nome "Stryper" é referência à palavra "stripes", do verso 5 do Capítulo 53 do livro bíblico de Isaías:

Em inglês, na Bíblia versão King James: "But he was wounded for our transgressions, he was bruised for our iniquities: the chastisement of our peace was upon him; and with his stripes we are healed."
Em português, na Bíblia NVI: "Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados."
Esta referência bíblica (Isaías 53:5) também faz parte do logotipo da banda.
No contexto do verso bíblico acima, a palavra "stripes" significa "ferida", ou seja, as marcas causadas pela flagelação que Jesus Cristo viria a sofrer.

Além deste significado, a palavra "stripes" também pode ser traduzida para o português como "listras", o que conferiu à banda o visual listrado característico de seus primeiros anos, além das listras no logotipo.
Posteriormente, o baterista Robert Sweet criou um Retroacrônimo para o nome "Stryper", ou seja, transformou a palavra STRYPER em um acrônimo (sigla):
Salvation Through Redemption, Yielding Peace, Encouragement and Righteousness.
Em português: "Salvação Através de Redenção, Trazendo Paz, Encorajamento e Retidão".

Membros

Michael Sweet, vocal e guitarra (1983–92, 2003–atualmente);
Oz Fox, guitarra (1983–92, 2003–atualmente);
Robert Sweet, bateria (1983–92, 2003–atualmente);
Tracy Ferrie, baixo (2004–atualmente).
Timothy Gaines - Baixo (1983-1992),(2003-atualmente).
a banda costuma fazer uma espécie de "rodízio" com os baixistas Timothy e Tracy

Discografia

The Yellow and Black Attack EP (1983)
Soldiers Under Command (1985)
The Yellow and Black Attack (1986)
To Hell with the Devil (1986)
In God We Trust (1988)
Against the Law (1990)
Can't Stop the Rock (1991)
Seven: The Best of Stryper (2003)
7 Weeks: Live in America, 2003 (2004)
Reborn (2005)
The Roxx Regime Demos (7 de julho de 2007)
Murder by Pride (21 de Junho de 2009)
[editar] Singles
Reason For The Season (1985)
Together As One (1985)
Reach Out (1985)
Free/Calling On You (1986)
Honestly (1987)
Always There For You (1988)
I Believe In You (1988)
Keep The Fire Burning (1988)
Shinning Star (1990)

Videografia

Live in Japan (1985)
In The Beginning (1987)
Stryper Burning Flame Live in Japan 89 (1989)
Stryper Expo (2000)
Stryper Expo II: West Side Story (2001)
Greatest Hits: Live in Puerto Rico (2004)

sábado, 6 de novembro de 2010

"R.E.M."


O R.E.M. é uma banda estadunidense de rock (de Athens, Geórgia) formada em 1980.
Seu nome é uma referência ao estágio de sono REM (Em inglês, Rapid Eye Movement, Movimento Rápido dos Olhos) no qual ocorrem os sonhos mais vividos.

Resumo: Através da década de 1980 a banda trabalhou sem descanso, lançando álbuns anualmente por sete anos consecutivos, do seu EP de estréia de 1982 Chronic Town até o álbum de 1988 Green. Seu estilo punk rock e art rock inspirado da década de 1970 o permitiu estabelecer-se como elemento central da cena do rock alternativo da década de 1980.

Histórico: Em 1979, Michael Stipe (vocalista), estudante de artes, conhece Peter Buck (guitarra), um jovem que trabalhava numa loja de discos. Tornaram-se muito amigos e passaram a dividir um apartamento. Em uma das festas que freqüentavam conheceram os também amigos Mike Mills (baixo) e Bill Berry (bateria). A afinidade entre os quatro foi imediata e logo começaram a tocar juntos.

No dia 5 de abril de 1980, a banda fez seu primeiro show para a festa de aniversário de um amigo, numa igreja abandonada na cidade de Athens, no estado da Georgia, EUA, onde Stipe e Buck moravam. A partir daí, começaram a tocar em bares, restaurantes e festas no sudeste dos EUA.

No ano de 1981, o R.E.M. lançou pelo selo independente Hibtone os singles “Radio Free Europe” e “Sitting Still”. Em 1982, o R.E.M. assina contrato com o selo I.R.S., onde lançam o EP Chronic Town, que teve uma ótima aceitação pelas rádios universitárias da época. Um ano depois sai o primeiro álbum do R.E.M., Murmur, que ganhou o status de álbum do ano batendo bandas já consagradas como U2, que tinha lançado o álbum War e também Michael Jackson com Thriller, o disco mais vendido da história. A aceitação do R.E.M. foi tão grande, que pela primeira vez fizeram um show fora dos EUA.

Entusiasmados com o sucesso do primeiro álbum, em 1984, com apenas onze dias de estúdio, eles gravam o segundo, Reckoning, e saem em turnê novamente. 1985 é o ano de lançamento de Fables Of The Reconstruction, o terceiro álbum e o maior sucesso até então, com destaque para a música “Feeling Gravity´s Pull”. No entanto, durante a produção desse disco, a banda quase acabou devido a divergências internas e a discussões sobre o tipo de som que o álbum teria.

Em 1986, o R.E.M. lança o quarto disco, Life’s Rich Pageant, outro grande sucesso alternativo. A banda conseguiu seu primeiro disco de ouro e o hit “Fall On Me” figurou no Top 10 dos EUA, fato inédito para o grupo. No ano seguinte, a I.R.S. lança um álbum intitulado de Dead Letter Office contendo Lados B e as faixas do Chronic Town. No mesmo ano a banda lança seu quinto álbum de trabalho, Document, com sons barulhentos e letras politicamente corretas. A música “The One I Love” leva o R.E.M. ao estrelato, figura no TOP 5 dos EUA e o álbum leva disco de platina.

Dois anos se passam e em 1988 ocorrem vários fatos que marcaram a banda, sendo três de muita importância: o lançamento do álbum Green, o sexto da carreira, com hits como “Stand” e “Pop Song 89”; o R.E.M. é eleito pela revista Rolling Stone a melhor banda de Rock and roll dos Estados Unidos e eles assinam contrato com a milionária gravadora Warner Bros… A Green World Tour (Turnê do álbum Green) dura onze meses.

Depois da correria com a turnê, os integrantes, exaustos, decidiram fazer uma pausa para cuidar cada de um de sua vida. Bill Berry foi pescar na sua fazenda, Mike Mills dedicou-se a projetos paralelos, Stipe foi cuidar de sua produtora de vídeo (C-Hundred Film Corporation) e Peter Buck continuou a fazer nada como sempre. Mas logo se juntaram e começaram a produzir um novo álbum, entre 1989 e 1991.

Após três anos sem lançar nada e, principalmente, sem a pressão da gravadora, o quarteto lança o sétimo álbum, Out Of Time, o mais bem sucedido da carreira do grupo. Os hits “Losing My Religion” e “Shiny Happy People”, deram a banda três Grammy Awards e seis MTV Video Music Awards. Neste mesmo ano de 1991, a convite da MTV a banda gravou um Acústico, com várias músicas de sucesso e outras desconhecidas até então. Esse acústico não chegou a ser lançado em álbum mas mostrou a versatilidade dos músicos. Ficou provado, definitivamente, que eles eram excelentes músicos. Para muitos no Brasil era a primeira vez em que se ouvia falar no R.E.M. (fora do circuito underground) e o sucesso da banda foi uma das primeiras revitalizações do rock nos anos 90, antes da revolução de Seattle.

Vale lembrar que o R.E.M. foi uma espécie de alavanca da onda grunge. Sem R.E.M. não sabemos se a revolução de Seattle teria feito tanto sucesso.

Em 1992 a crítica duvidava que a banda iria conseguir manter a qualidade das músicas nos álbuns seguintes até que o oitavo álbum, Automatic For The People, foi lançado. O disco possui hits consagrados como “Man On The Moon” (dedicado ao humorista Andy Kauffman), “Everybody Hurts”, (para muitos a cancao mais triste do mundo),“Drive”, “Find The River”, entre outros.

O nono álbum surge em 1994, cheio de sons pesados e guitarras distorcidas. Monster é dedicado ao ator e amigo River Phoenix, que morrera naquele ano e uma faixa, “Let Me In”, ao músico, cantor e amigo Kurt Cobain, que também se fora.

A banda inicia a maior turnê feita até hoje por eles, a Monster World Tour, que causou varios transtornos ao grupo. Michael Stipe teve de ser operado para a retirada de uma hérnia, Mike Mills entrou no centro cirúrgico por problemas estomacais, e o mais grave, durante um show, Bill Berry desmaiou sobre a bateria devido a um aneurisma cerebral e teve de ser operado às pressas.

Em 1996, o R.E.M. renova com a Warner Bros. por US$ 80 milhões, um dos maiores contratos da indústria fonográfica. Lançam seu décimo álbum, que pela primeira vez não foi gravado inteiramente em estúdio. New adventures in Hi-Fi contém, em sua maior parte, músicas inéditas gravadas em passagens de sons da turnê anterior. Destaques para “Leave”, “E-bow The Letter” e “The Wake-Up Bomp”.

No primeiro dia de gravação do álbum seguinte, em 30 de outubro de 1997, Bill Berry, junto com a banda, dá uma entrevista dizendo que amigavelmente deixava o grupo. Ele declarou que queria apenas viver com sua família numa fazenda, para descansar, pois tocava bateria desde os 9 anos de idade e queria fazer outra coisa além daquilo, que perdera o encanto. Os outros três integrantes resolvem continuar com a banda, sem substituir Berry.

O Décimo primeiro álbum, Up, é lançado em 1998. Apesar do título, é um trabalho bem depressivo. Michael Stipe diz que é o álbum onde conseguiu expressar profunda tristeza em suas letras, uma delas em especial, “Sad Professor”. Ainda sobre a saída de Bill Berry, Stipe diz que ele fez o que queria, e que não houve nenhuma pressão para que ficasse ou que saísse. Eles respeitaram a decisão do amigo, que já não gostava mais da fama, de ser fotografado ou de sair em turnê. A banda, inicialmente, decidiu não fazer turnê, mas após algum tempo realizou alguns shows pela Europa, com alguns bateristas se revezando em sua banda de apoio.

No ano seguinte, 1999, Bill Berry andou retomando as baquetas para um concerto beneficente que reuniu diversos artistas em favor de uma fundação que cuida de doentes da Síndrome de Pierrete, mas nada que o reconduzisse ao R.E.M. novamente. Stipe meteu-se na produção de um filme sobre o glam rock, chamado Velvet Goldmine, que contaria a história das principais figuras do gênero: David Bowie, Iggy Pop, Lou Reed, Marc Bolan. A banda cedeu sua música “Man On the Moon” para o filme biográfico do comediante Andy Kauffman, que falecera aos 35 anos de um câncer raro no pulmão. A canção havia sido feita em sua homenagem em 1992. O R.E.M. apareceu no último Saturday Night Live de 1999 como banda convidada, rendendo a Stipe uma participação como fada madrinha do personagem Mango (de Chris Kattan).

Em 2001, depois que a ferida aberta pela saída de Berry já estava cicatrizada, o R.E.M. lança seu décimo segundo álbum, intitulado Reveal. O álbum possui belos arranjos de teclados eletrônicos com letras inspiradíssimas, reforçando o talento de Stipe, considerado um dos melhores letristas de sua geração. O primeiro single e grande hit do álbum é “Imitation Of Life”, onde o R.E.M. faz uma volta ao passado e recorda um pouco a onda pop vivida em 1991 com “Shine Happy People”. Outros destaques ficam por conta de “The Lifting”, “All The Way To Reno”, “She Just Wants To Be” e “I´ll Take The Rain”, onde eles continuaram mostrando que são mestres na arte de vídeo-clips.

No mesmo ano, a banda faz seu primeiro show no Brasil, na terceira edição do Rock in Rio. O grupo foi um dos destaques e Michael Stipe foi eleito a personalidade mais popular e simpática do festival. Logo após o lançamento de Reveal, a MTV Americana convidou a banda para gravar um novo acústico. O agora trio, mais experiente do que antes, faz uma excelente apresentação. Michael Stipe mais uma vez deu um show nos vocais, onde mostrou ter muita facilidade para fazer o que deseja com sua voz e para modificar as músicas do jeito que mais lhe agrada. Até agora a banda não se pronunciou se irá lançar em cd o acústico.

Em 2004 foi lançado Around the Sun. Com letras politizadas, refletindo a tensão que os EUA viviam por conta das eleições presidenciais, e sonoridade mais acústica (a despeito de alguns elementos eletrônicos). Foi o álbum do R.E.M. que teve a respercussão mais negativa, tanto entre a crítica quanto entre os fãs.

Atualidade

Em 2008 a banda lança seu ultimo album até então, Acellerate. Além de resgatar elementos classicos da banda, traz elementos marcantes de um rock mais “pesado”, com presença marcante da guitarra e bateria, além do ótimo acompanhamento no contra-baixo. Em especial, as músicas Supernatural Superserious e Accelerate marcam presença, entrando em algumas paradas musicais ao redor do globo.

Discografia:
Chronic Town EP(1982)
Murmur (1983)
Reckoning (1984)
Fables of the Reconstruction (1985)
Lifes Rich Pageant (1986)
Document (1987)
Green (1988)
Out of Time (1991)
Automatic for the People (1992)
Monster (1994)
New Adventures in Hi-Fi (1996)
Up (1998)
Reveal (2000)
Around the Sun (2004)
Accelerate (2008)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

"DEVO"


Devo é um grupo americano de rock formado em Akron, Ohio em 1974.
A banda foi fundada por Gerald Casale e Mark Mothersbaugh, na época estudantes da Kent State University ,fazendo um sucesso estrondoso nos anos 80
com a explosão do new wave.
A canção "Whip It" (Bater ou chicotear em português) de 1980 sobre o autoritário governo de Ronald Reagan teve seu tema confundido com masturbação e por esse motivo atingiu considerável sucesso nas paradas americanas. Pelo sucesso inagualável que a banda obteve com essa canção é chamada, às vezes, de "one hit wonder".
A canção mais tarde reganhou parte de sua fama inicial ao ser regravada pelo Nirvana.
Seu estilo já foi classificado como punk rock, pós-punk ou art rock, mas são geralmente classificados como new wave ou synth pop. A música e o estilo do grupo tematiza a ficção científica kitsch, com toques de humor surrealista, via instrumentação minimalista e sintética. O som da banda influenciou tanto o new wave da época quanto os grupos de rock alternativo de hoje,
além de vídeo clipes memoráveis.
A banda chamou atenção por formar um conceito, a de-volução, em que seus integrantes acreditavam que a raça humana havia chegado a seu ápice, e estava "de-evoluindo", voltando a idade das cavernas.
Um episódio de Os Simpsons levou esta idéia a Springfield.
A banda continua ativa até hoje.

Discografia

1978 - Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!
1979 - Duty Now for the Future
1980 - Freedom of Choice
1981 - New Traditionalists
1982 - Oh, No! It's Devo
1984 - Shout
1988 - Total Devo
1990 - Smooth Noodle Maps
2010 - Something For Everybody

"JASON DONOVAN"


Jason Sean Donovan (Malvern, Melbourne, 1 de Junho de 1968) é um cantor,
e actor australiano.
Participou na série “The Neighbours”, em 1986, o programa de maior audiência, exibido em seu país de origem e na Inglaterra. Foi convidado para gravar com os produtores de peso, Stock, Aitken e Waterman, responsáveis pelo sucesso da sua colega Kylie Minogue.
"Nothing Can Divide Us" foi o seu primeiro single.
Depois gravou com Kylie o tema “Especially for you”,
que alcançou o primeiro lugar da Austrália e
da Inglaterra no final do ano.
Repete o primeiro lugar com o álbum "Ten Good Reasons" e com os singles
"Too Many Broken Hearts" e "Sealed With a kiss".
Em 1990 lançou o álbum "Between The Lines".
Também participou no musical "Joseph and the Amazing Technicolor Dreamcoat"
de Andrew Lloyd Webber.





Singles

1988 "Nothing Can Divide Us"
1988 "Especially for You"(duet with Kylie Minogue)
1989 "Too Many Broken Hearts"
1989 "Sealed With a Kiss"
1989 "Every Day (I Love You More)"
1989 "When You Come Back to Me"
1990 "Hang On to Your Love"
1990 "Another Night"
1990 "Rhythm of the Rain"
1990 "I'm Doin' Fine"
1991 "R.S.V.P."
1991 Any Dream Will"
1991 "Happy Together"
1991 "Joseph Megamix"
1992 "Mission of Love"
1992 "As Time Goes By"
1993 "All Around the World"
2007 "Share My World"
2008 "Dreamboats and Petticoats" /"Be My Baby" -

Álbuns

1989 Ten Good Reasons
1990 Between the Lines
1991 Joseph and the Amazing Technicolor Dreamcoat (Cast Recording)
1991 Greatest Hits
1993 All Around the World
1998 The Rocky Horror Show (Cast Recording) -
2006"Greatest Hits"
2008 Let It Be Me

"OMD"


Orchestral Manoeuvres in the Dark (abreviado para OMD) é uma banda synth pop de Wirral, Reino Unido, que gravou para a Virgin Records (originalmente para a subsidiária DinDisc).
O grupo foi formado em 1978 por Andy McCluskey e Paul Humphreys, que constituíram o núcleo da banda até 1989, quando se separaram.
McCluskey ficou com o nome e continuou a gravar com novos músicos.
Em 1986 explodiram com a musica IF YOU LEAVE trilha principal do filme a garota de rosa shoking,longa-metragem de muito sucesso na decada de 80.
Em dezembro de 2005 o site oficial do grupo anunciou que no verão de 2006 haveria uma retomada para apresentações ao vivo e lançamento de um novo disco, possivelmente com os membros originais de 1978. Dentre seus grandes sucessos destacam-se Electricity, Enola Gay, Secret, Souvenir, Messages, So in Love, Talking Loud And Clear, Best Years Of Our Lives, She's Leaving, If You Leave e The Pandoras Box.

Albums




Orchestral Manoeuvres in the Dark (1980)
Organisation (1980)
Architecture & Morality (1981)
Dazzle Ships (1983)
Junk Culture (1984)
Crush (1985)
The Pacific Age (1986)
Sugar Tax (1991)
Liberator (1993)
Universal (1996)

"NOEL"


Noel Pagan (também conhecido como Noel) é um cantor de Freestyle/dance music estadunidense. Nasceu no Bronx em Nova York. "Silent Morning" foi seu primeiro sucesso, ficou em 47º lugar na Billboard Hot 100. Foi um grande sucesso considerado um marco na história da música eletrônica mundial. Essa música se tornaria famosa na Brasil após entrar na trilha sonora da novela Vale Tudo, lançada em 1988 e exibida na Rede Globo. No ano seguinte, Noel lançou seu primeiro álbum, com o título "Noel", que alcançou a posição 126 na Billboard 200. Logo em seguida, lançou o segundo single de sua carreira, com a música "Like a Child", que ficou em 67º lugar em 1988 e se tornou seu maior sucesso. Mais tarde, no final do mesmo ano, voltou às paradas de sucesso com "Out of Time". No começo de 1989, sai um quarto single, ainda desse primeiro álbum, "Noel", que não obteve tanto sucesso quanto os anteriores.

Na década de 1990, o cantor relançou "Silent Morning" em coletâneas do estilo "Freestyle". Em 1991, Noel se engajou ao projeto do produtor Tony Moran, "Concept of One", com participação na música "The Question", cujo single foi lançado pelo selo "Cutting Records". Em 1993, o cantor lançou o segundo álbum de sua carreira "Hearts on Fire". Nesse álbum, que se diferenciou dos anteriores, Noel chegou a gravar um cover da música "Donna", de Ritchie Valens. No ano 2000, Noel foi convidado a participar do festival "Freestyle Reunion", com diversos artistas do gênero. No ano seguinte, o cantor lançou o single "Will I Find True Love" com o produtor musical Ford, entre outros singles lançados.
Em 2007 lançou um single estilo Trance chamado "I Feel Alive".

Discografia



1988: Noel
1993: Hearts on Fire

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

"ZAPP AND ROGER"


Zapp (também conhecida como Zapp Band ou Zapp and Roger) foi uma banda americana de soul e funk, formada em 1978 pelos irmãos Roger Troutman, Larry Troutman, Lester Troutman, Tony Troutman e Terry "Zapp" Troutman.

Nos anos 80, a banda Zapp revolucionou a música com o uso do talk box em seus vocais, marca registrada da banda. O talk box era um sistema eletrônico acoplado a uma mangueira pelo qual o vocalista cantava. Esse recurso eletrônico alterava a voz que passava pelo teclado de Roger. Era o equipamento responsável por aquela voz distorcida, que fez a banda Zapp famosa mundialmente. Mas não foram eles que inventaram esse recurso. Na verdade, esse equipamento foi desenvolvido para ser um pedal para guitarras. O músico de rock Peter Frampton desenvolveu a técnica, colocando a mangueira na boca e falando através dela. O som ia até a talk box e depois para sua guitarra, que o transformava, produzindo algo até então inédito.
A primeira música gravada por Frampton com esse recurso chamou-se Show Me The way.

Como a voz é o elemento principal para a mágica da talk box acontecer, ninguém consegue produzir um resultado final igual ao de outro músico. O som produzido é bem singular e carrega a marca registrada de quem o produziu.
Zapp tornou-se conhecida por hits como More Bounce to the Ounce, Dance Floor e Computer Love, e foram a inspiração para diversos grupos de G-funk e hip hop, especialmente em sua variante da costa oeste norte-americana, que utilizaram-se das batidas tradicionalmente marcadas com palmas que caracterizavam o estilo de funk da banda, e do uso notável feito por Roger de sua talk box.

[editar] História
Os irmãos Roger, Lester, Larry, e Tony Troutman cresceram em Hamilton, no estado norte-americano de Ohio. Foram influenciados principalmente por bandas como Ohio Players e Parliament, entre outros. Tony foi o pioneiro a iniciar-se na vida artística. Com seus irmãos Roger nos vocais e violão, Lester na bateria, e Larry na percussão, ele montou o Zapp. O grupo contou ainda com os vocalistas Bobby Glover e Jannetta Boyce, tecladistas Greg Jackson e Sherman Fleetwood, e ainda com Eddie Barber, Jerome Derrickson e Mike Warren.

No final dos anos 70, Roger Troutman começou a fazer experiências com a talk box, conectando-o a um vocoder, e gravou várias canções nos discos de sua banda da época, chamada Human Body. As canções da Human Body já apresentavam os ingredientes que fariam sucesso posteriormente com o Zapp.

A banda estourou rapidamente e Bootsy Collins foi contratado para trabalhar com o grupo em seu primeiro álbum. Lançado em 1980, o álbum galgando rapidamente o Top 20 daquele ano. Roger trabalhou também com Funkadelic, de George Clinton, no disco The Electric Spanking of War Babies, e lançou seu primeiro álbum solo, The Many Facets of Roger. Seu primeiro grande hit I Heard It Through the Grapevine, também usando talk box no vocal, ganhou disco de ouro.

Zapp II, lançado em 1982, provou o sucesso do primeiro álbum do grupo. O grande hit deste álbum foi Dance Floor.
Zapp III, lançado em 1983, só alcançou os Top 40 na parada norte-americana, e o segundo álbum de solo de Roger, The Saga Continues, também foi uma decepção. Entretanto, a versão dele de Midnight Hour foi bem aceita.
O Zapp IV New U foi ligeiramente melhor em seu lançamento em 1985, graças a característica do grupo, talk box no vocal. Mas em 1987, o terceiro álbum solo de Roger, Unlimited!, ainda caracterizou o golpe maior do grupo: I Want to Be Your Man, que foi um estouro nas paradas R&B.
Embora os hits do Roger e do Zapp frequentassem constantemente as paradas de sucesso na década de 1980, a unidade do grupo foi rompida efetivamente em 1991, quando Roger lançou seu LP Bridging the Gap.
O álbum de 1993 Roger & Zapp: All the Greatest Hits vendeu bem, e o grupo ganhou seu primeiro disco de platina.
Roger continuou produzindo e cantando com outros artistas, e foi ele que fez a talk box de Dr. Dre & 2Pac, Top 10 em 1996 com o single California Love.

A história do Zapp terminou em tragédia no dia 25 de abril de 1999, quando Roger foi assassinado por Larry, que se suicidou em seguida.

Discografia

Zapp (1980)
Zapp II (1982)
Zapp III (1983)
The New Zapp IV U (1985)
Zapp Vibe (1989)
Zapp & Roger: All The Greatest Hits (1993)
Roger & Zapp: Greatest Hits Vol. 2 & More (1996)
Zapp VI: Back by Popular Demand (2002)

domingo, 17 de outubro de 2010

"THE COVER GIRLS"


The Cover Girls é um girl group de Nova Iorque baseado nos gêneros musicais
Urban contemporary, Freestyle, Dance-pop, Girl group que conquistou grande sucesso no fim dos anos 1980 e início dos anos 1990.
Entre as canções mais conhecidas do grupo estão "Show Me" e "Wishing On a Star".

Evelyn Escalera (1990-1996, 2001)
Lorraine Munoz (2001)
Sabrina Nieves (2001)

Antigos membros
Angel Clivillés (1987–1990)
Caroline Jackson (1987–1993)
Sunshine Wright (1987–1988)
Margo Urban (1988-1992)
Michelle Valentine (1992-1996)




Discografia

1987 Show Me
1989 We Can't Go Wrong
1992 Here It Is
1996 Satisfy
1998 Greatest Hits

Singles

"Show Me" (1987)
"Spring Love" (1987)
"Because of You" (1988)
"Promise Me" (1988)
"Inside Outside" (1988)
"My Heart Skips a Beat" (1989)
"We Can't Go Wrong" (1989)
"All That Glitters Isn't Gold" (1990)
"Don't Stop Now" (1991)
"Funk Boutique" (1991)
"Wishing on a Star" (1992)
"Thank You" (1992)
"If You Want My Love (Here It Is)" (1993)
"I Need Your Lovin'" (1996)
"I Am Woman" (1996)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

"CUTTING CREW"


O Cutting Crew é uma banda de pop rock,
originada no Reino Unido, cujo estilo lembra o da banda Asia.
Mas, injustamente não é tão famosa quanto a mesma.
O seu maior sucesso foi (I Just) Died In Your Arms.
Na Inglaterra em 1985, o vocalista Nick Van Eede se uniu ao guitarrista canadense Kevin Scott MacMichael com a idéia de formar uma banda. Mais tarde, com Colin Farley no baixo e Martin Beedle na bateria, isso se torna possível e o primeiro álbum é lançado intitulado Broadcast, que inclui dois dos grandes sucessos da banda,
(I Just) Died In Your Arms Tonight e a balada I've Been In Love Before.
O sucesso obtido rendeu a nomeação para o Grammy
na categoria Best New Artist em 1988

Um ano depois, 1989, o segundo álbum é lançado, The Scattering, porém não faz tanto sucesso quanto o primeiro, perdendo parte do espaço conquistado. Já o terceiro álbum, Compus Mentus (1992), passa completamente despercebido.
Em 1993, o Cutting Crew encerra sua atividade e cada um toma um rumo diferente.
No mesmo ano, Kevin MacMichael junta-se a Robert Plant, no álbum Fate Of The Nations, e posteriormente, de 1998 até 2000, toca com Pete Best em sua banda, que era um tributo aos Beatles. Ele morre em 2003, com 51 anos, vítima de câncer pulmonar. Já Colin Farley, também tocou com John Parr, atualmente faz parte dos The Tornados. O baterista Martin Beedle, passou a colaborar com nomes como Zucchero Fornaciari e Sarah Brightman, além de ser músico em uma banda de um navio cruzeiro.
Em 2006, a banda retornou com uma nova formação mantendo apenas o vocalista fundador, Nick Van Eede e assim permanece até hoje.



Discografia

Broadcast (1986)
The Scattering (1989)
Compus Mentus (1992)
Grinning Souls (2006)

Singles


1986 "(I Just) Died in Your Arms"
1987 "I've Been in Love Before"
1987 "One for the Mockingbird"
1987 "Any Colour"
1989 "(Between A) Rock and a Hard Place"
1989 "The Scattering"
1989 "Everything But My Pride"
1990 "The Last Thing"

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"ROCKWELL"


Kennedy William Gordy (ou Kenneth Gordy), mais conhecido como Rockwell,
é um cantor afro-americano de Rhythm & Blues (R&B),
nascido em 15 de março de 1964, em Detroit, Michigan, nos Estados Unidos.
Rockwell é o filho de Berry Gordy, fundador da gravadora Motown mas,
ao contrário do que se poderia pensar, seu pai não teve influência no contrato do filho. De fato, para evitar protecionismo, Rockwell escondeu do pai até o último momento suas negociações com a Motown.
Assim, em 1984, Rockwell lança o álbum Somebody's Watching Me,
cuja faixa-título contava com a participação de seus amigos Michael Jackson e Jermaine Jackson nos vocais do refrão. Somebody's Watching Me alcançou o Top 10 dos Estados Unidos e na Inglaterra e chegou à posição de número 1 como melhor canção R&B.
Foi após o estrondoso sucesso de
Somebody's Watching Me que Berry descobriu,
ao ver a capa do disco, que o tal Rockwell era seu próprio filho.
Versões covers da canção sucederam-se ao redor do planeta.
Royal Gigolos interpretou sua própria versão em agosto de 2005.
Outro cover de Somebody's Watching Me também fez sucesso em março de 2006,
com o grupo de dance music Beatfreakz. Antes, na década de 1990,
o suíço DJ Bobo já havia utilizado a canção
(adicionando alguns versos "rap") em seu álbum de estréia.



Discografia

Somebody's Watching Me (1984)
Captured (1985)
The Genie (1986)

Singles

Somebody's Watching Me (1983)
He's A Cobra (Promo) (1984)
Obscene Phone Caller (1984)
Foreign Country (1984)
Taxman (1984)
He's A Cobra (1985)
Peeping Tom (1985)
Tokyo (1985)
Carmé (1986)
Grow Up (1986)
Carmé / Somebody's Watching Me (1986)
Girlfriend (1991)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

"DISSIDENTEN"


Dissidenten é um banda de rock alemã conhecida por sua colaboração com músicos do meio oeste e indianos, e uma vez foi descrita pela Rolling Stone como,
"pai da World Beat".
Com um dos seu Sucessos "Fata Morgana"
tema da novela Sassaricando da Rede Globo.
O popular grupo Dissidenten foi formado em 1981 por Uve Müllrich, Marlon Klein e Friedo Josch em Berlim. Predomina em seus arranjos musicais a fusão étnica, isso porque os músicos estudaram percussão em uma temporada na Índia e seguiram turnê por Marrocos aprendendo as raízes e tradições musicais com os melhores músicos e percussionistas do país. Os resultados dessas viagens foram álbuns com canções em árabe e batidas indianas numa versão contemporânea fusionadas com música eletrônica que os alemães tanto gostam. Depois do sucesso "Fata Morgana", música que o mundo inteiro ouviu, estabeleceram-se como pioneiros musicais intercontinentais, principalmente na Espanha, países árabes e Canadá. Dissidenten agrada tanto a o público e a crítica que participaram do WOMEX em 2001 em Rotterdam, um dos maiores Festivais de World Music que na maioria das vezes é realizado na Alemanha.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

"B.V.S.M.P"


Quem aí se lembra?? I NEED YOU, SHANA,NA,NA,NA...
B.V.S.M.P. foi um grupo de hip hop americano formado em 1987, e os integrantes do grupo eram Percy Nathan Rodgers, Calvin Williams e Frederick Eugene Byrd.
B.V.S.M.P. são melhores lembrados pela sua canção "I Need You", que foi sucesso em vários países, principalmente no Brasil e Reino Unido,
no qual chegou a posição de número 3 na parada musical.

Discografia

1988: The Best Belong Together
1993: Shake That Thang

I NEED YOU


"RICK ASTLEY"


Richard Paul Astley (Newton-le-Willows, 6 de fevereiro de 1966) é um cantor, compositor e músico do Reino Unido. Sua música "Never Gonna Give You Up"
deu origem ao fenômeno Rick Roll'd.
Uma das sensações pop do eclético período entre as décadas de 80 e 90, Rick Astley começou sua carreira em 1985 influenciado pelo soul e pela disco music. Ele era baterista de um grupo de soul chamado FBI, quando foi descoberto pelo produtor musical Peter Waterman, que o convenceu a se mudar para Londres. Devido ao timbre "soulful" de sua voz, durante muito tempo as pessoas achavam que Rick era negro e que ele apenas se limitava a fazer dublagens de suas canções nos videoclipes que fazia. O encarregado por desfazer essas falsas acusações foi seu irmão Mark Astley.

Rick Astley alcançou o topo das paradas de sucesso com o single "Never Gonna Give You Up", que o deixou internacionalmente conhecido, aos 21 anos, em 1987. O single foi o mais vendido no Reino Unido naquele ano e Rick foi o segundo cantor mais jovem do Reino Unido a emplacar um single de estréia em primeiro lugar. O primeiro a conseguir tal feito foi George Michael aos 20 anos, em 1986, com "Careless Whisper". Seu álbum de estréia, intitulado Whenever You Need Somebody, o qual continha "Never Gonna Give You Up" também chegou ao número 1 das paradas britânicas e, no ano seguinte, em 12 de Março de 1988 o álbum chegou ao topo das paradas norte-americanas ao mesmo tempo em que outro single "Together Forever" também conquistava o primeiro lugar. Segundo a RIAA - (Recording Industry Association of America) - Whenever You Need Somebody vendeu, ao todo, mais de 2 milhões de cópias.

No ano seguinte, 1988, Rick lança Hold Me in Your Arms, álbum que continha as canções "She Wants To Dance With Me", "Dial My Number", "Take Me To Your Heart" e o single de maior sucesso, "Hold Me In Your Arms" que batizou o disco. Logo após, em fins dos anos 80, Rick se separou de seus produtores Michael Stock, Matt Aitken e Pete Waterman, responsáveis pelo descobrimento de artistas pop e dance, como Kylie Minogue, Bananarama, Samantha Fox e Jason Donovan e que o produziam desde o início de sua carreira. Em 1991, Rick lança seu terceiro álbum, intitulado Free (menos dance e com um ritmo mais soul), mas que não repetiu o estrondoso êxito de Whenever You Need Somebody. O álbum, porém, obteve sucesso graças a canções como "Cry For Help", "Never Knew Love" e "Behind the Smile".

Em 1989, Rick foi indicado ao Grammy Award na categoria Melhor Novo Artista do Ano, mas perdeu o prêmio para Tracy Chapman. Após dois álbuns de muito sucesso, na Europa e Estados Unidos, Astley cansou da linha de produção imposta por seus produtores. Passou a compor e produzir seus próprios discos, abandonou um pouco o lado dançante e mergulhou fundo em sua verdadeira paixão musical, a soul music.

Rick ficou sem lançar material inédito até 1993, quando lançou Body And Soul, álbum mais carregado de soul e que não fez sucesso como os demais, mas que emplacou dois hits: The Ones You Love e Hopelessly. Após o lançamento de Body And Soul, Rick entrou em um hiato de quase 10 anos. Sua volta ao mundo da música deu-se em 2002 com o álbum de estúdio carregado de remixes Keep It Turned On, no qual encontra-se o hit Sleeping.

Em 2005, Rick lança Portrait, álbum em que ele faz covers de seus clássicos preferidos do soul. Portrait traz canções como Vincent (Starry Starry Night), de Don McLean, Close to You, composição de Burt Bacharach, mas que ficou mundialmente conhecida na voz da dupla The Carpenters e Nature Boy, de Eden Ahbez.

Estima-se que Rick Astley tenha vendido mais de 40 milhões de discos (incluindo singles, álbums e compilações).

Em 2008 Rick Astley é indicado pela primeira vez no EMA (Europe Music Awards) da MTV, e vence a categoria Best Act Ever, embora não tenha comparecido na entrega do prêmio.

Discografia

Never Gonna Give You Up



Whenever You Need Somebody (1987)
Hold Me in Your Arms (1988)
Free (1991)
Body And Soul (1993)
Keep It Turned On (2001)
Portrait (2005)

Coletâneas

Together Forever - Greatest Hits and More... (2001), relançado em 2007.
Greatest Hits (2002)
The Best of Rick Astley - Never Gonna Give You Up (2003)
Love Songs (2004)
The Best Of (Platinum & Gold Collection) (2004)

Especiais e Raridades

Original Hit Singles (4 Faixas) (1989)
Wonderful You (Material Promocional lançado apenas nos EUA) (1989)
12" Collection (Lançado no Japão) (1990
Dance Mixes (Lançado no Japão) (1990)
Remixes & B-Sides Vol.1 (Lançado no Brasil) (2002)
Remixes & B-Sides Vol.2 (Lançado no Brasil) (2002)
Keep It Turned On (Material Promocional) (2002)
12 Inch Collection (Lançado no Japão) (2004)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

"THE JESUS AND MARY CHAIN"


Em 1983, Jim e William resolveram gravar uma demo com duas músicas e em 1984 convidaram o baixista Douglas Hart e o baterista Murray Dalglish para montarem um grupo. Nascia assim o The Jesus and Mary Chain, nome provavelmente tirado de um antigo filme de Bing Crosby, versão jamais confirmada pelos irmãos Reid.

Uma cópia dessas demos acabou chegando até Alan McGee, que estava montando a Creation. Jim se lembra do primeiro contato com Alan: “é uma estória bizarra. na verdade. Fizemos contato com a Creation para gravarmos apenas um compacto. Se a Creation fosse naquela época o que se tornou depois, jamais a teríamos deixado. Alan tinha apenas 500 libras no banco e mesmo assim gravamos o compacto.”

O grupo já fazia seus shows em Londres, para onde haviam se mudado, e começavam a criar um espetáculo curioso. Na verdade, mais parecia uma catarse. As apresentações duravam menos de 15 minutos e era lotada de uma microfonia insuportável, enquanto Jim balbuciava palavras, com todos vestidos de pretos e imóveis no palco. Alan acabou montando um clube chamado Living Room e o Jesus estreou no dia 9 de junho abrindo para o Primal Scream, com 20 pessoas presentes e uma apresentação de apenas 10 minutos.
O grupo entrou no estúdio e gravou seu primeiro compacto, Upside Down, que fez um sucesso impressionante, vendendo 35 mil cópias e tendo “Vegetable Man”, no lado B. Essa seria a única gravação com Murray na bateria.
Rapidamente o Jesus and Mary Chain virou uma sensação. O compacto mostrava um som que misturava Velvet, Stooges e Troggs: camadas de guitarra, vocais murmurados e belas melodias escondidas no meio daquela confusão. Além disso, todos se vestiam de preto e ainda usavam óculos escuros.

Em novembro, Murray é substituído por Bobby Gillespie, líder do Primal Scream, antigo amigo de Alan McGee, que tinha lhe enviado a demo do grupo. Mesmo não sendo um baterista originalmente, Bobby tinha mais recursos do que Murray e foi encorporado ao quarteto. Segundo William Reid, Murray (um garoto de apenas 16 anos) era tão limitado que ele, William, acabou sendo o baterista do primeiro compacto.
Bobby já havia cruzado com William, Jim e Douglas várias vezes e topou ser o baterista da banda, até porque o Primal não progredia muito. Assim, os quatros entraram novamente em estúdio e, em fevereiro de 1985, lançam um segundo compacto, Never Understand.

Never Understand também marca uma outra mudança na vida da banda. Após o sucesso do primeiro compacto, Alan McGee sabia que a Creation não teria como segurar mais o grupo, que recebia várias propostas. Mas Alan não queria deixar o Jesus e se tornou o empresário oficial do quarteto. Após várias propostas, acabaram assinando com a pequena Blanco Y Negro, uma subsidiária da Warner. O motivo alegado para tal escolha é que todas as grandes gravadoras faziam questão de mexer no visual dos garotos, especialmente em seus desgrenhados cabelos.
Assim, Never Understand marca a estréia pela Blanco Y Negro. O compacto de sete polegadas tinha “Suck” no lado B, acrescida de “Ambition”, na versão de 12.

Em maio é a vez do terceiro compacto, You Trip Me Up, e em setembro a vez de Just Like Honey.

A essa altura, todos pediam um LP para a banda, que começou a produzir um clássico dos anos 80. E em novembro de 1985, a banda solta um dos discos mais importantes da década: Psychocandy.
Psychocandy foi considerado uma lufada de ar fresco, uma grande novidade e trazia uma fórmula que seria repetida por centenas de bandas até hoje.

Jim se lembra das gravações: “quando gravamos depois Psychocandy, que custou 15 mil libras, achávamos caro demais, mas jamais o teríamos feito em uma grande gravadora, pois seríamos proibido de realizar um som tão radical.”

Psychocandy trazia 15 canções que iam de melodias suaves - “Just Like Honey” e “Taste Of Cindy” - até momentos em que simplesmente machucava os ouvidos. As letras falavam de assuntos diversos - submissão sexual, política, drogas e medo.
O sucesso fez com que a banda excursionasse por toda Europa e até pelos Estados Unidos, onde foram um dos ponta-de-lança da geração britânica dos anos 80 e que demorou a emplacar na América. Seus shows já tinham evoluído - duravam agora cerca de 35 minutos - e a banda já tinha uma estrutura mais eficiente, deixando o “caos” apenas como parte do charme. Mas Jim achava o Jesus algo “quente”: “no palco, éramos uma das bandas mais sexys do mundo. Sério! Três de nós éramos bem jovens, todos vestidos de pretos e dando as costas para o público. E tudo que sei é que tínhamos toneladas de tietes berrando, enlouquecidas. Sexo é parte essencial do rock. Se uma apresentação não tiver apelo sexual, é porque algo está errado.”
Nesses shows começaram a pipocar as confusões entre os irmãos Reid. Jim e William subiam ao palco visivelmente drogados, bêbados e entediados. A conseqüência disso é que erravam o andamento das canções, trocavam letras e muitas vezes ficavam letárgicos. Não era raro se xingarem em público e quase se socarem após os shows.

Um dos motivos para as brigas, é que, ao contrário, de Jim, William, detestava tocar ao vivo: “eu nunca me senti confortável em um palco. Para mim, tocar ao vivo é uma grande contradição, porque você leva dias, meses para produzir uma canção. Não é tão espontâneo como as pessoas imaginam. E, de repente, você precisa executá-las na hora. Por isso, sempre odiei tocar e ver shows.”
Os dois reclamavam também do tratamento da imprensa londrina: “quando ninguém te conhece, te idolatram. Quando você faz sucesso, te cospem. E o pior é que os londrinos possuem um enorme preconceito com os escoceses. Eles nos tratam com enorme indiferença. Um dos casos mais típicos é a BBC. Eles simplesmente nos odeiam e não tocam nossas músicas de nenhuma maneira. Nos chamam de escória e acho isso interessante. Se você não faz o jogo deles, simplesmente tentam te destruir”, dizia Jim.

No início de 1986, o grupo perde Bobby Gillespie, que resolveu se dedicar integralmente ao Primal Scream. E a saída de Bobby marca o início de uma enorme rotatividade de membros. Na verdade, apenas William e Jim serão o Jesus até o final. Ele acabou sendo substituído por John Moore, que ficou até 1988.
Em julho de 1986 o grupo lança outro compacto, tirado de Psychocandy, a bela Some Candy Talking. Esse single traz Dick Green no baixo. A razão para Green ser chamado é que nem Douglas, Jim ou William, por alguma razão misteriosa, gravaram o baixo na música. Coube então ao membro do Biff! Bang! Pow! (banda onde Alan McGee também tocava) realizar tal missão.

Apesar da simplicadade (para não dizer pobreza) técnica dos músicos, o Jesus começava a ser copiado por novos grupos. Para essas novas gerações que nasciam, o Mary Chain era uma simples continuação dos punks dos anos 70. Mas para Jim, o que importava era a atitude dos fãs: “atitude é a coisa mais importante. Nós temos isso e por isso seguimos em frente. Eu quero influenciar as pessoas, quero que parem para pensar e que mudem o que está errado. Foi isso que aconteceu comigo quando ouvi Buzzocks, Sex Pistols ou o Clash. Punk rock é ter uma atitude e nós somos assim, da mesma maneira que tinham nossos artistas favoritos.”

Após 46 shows em 1985, o grupo fez apenas 16 em 1986 e começou a trabalhar em um novo disco. Em abril de 1987, sai o novo compacto, o belíssimo April Skies.
Ao mesmo tempo que o grupo surpreendia por fazer uma bela canção pop, alguns fãs torceram o nariz para a “aliviada” que a banda deu, ao tirar as camadas de distorção. O Jesus se aproximava do “pop perfeito”. Em agosto é a vez do outro excepecional compacto, Happy When It Rains, e no mês seguinte, sai Darklands.

O disco conseguia melhorar ainda mais a idéia inicial de Psychocandy, trazendo canções que podiam ser trabalhadas facilmente nas rádios. O disco tinha uma produção mais limpa, cristalina e sedimentava o nome da banda mundialmente. A banda passou o segundo semestre do ano excursionando pela Europa e América do Norte, realizando 47 shows entre agosto e dezembro.
Em março de 1988, o grupo resolve seguir como um trio e lançam um novo compacto, Sidewalking, gravado com uma bateria eletrônica. A canção trazia um pouco da velha fórmula dos velhos tempos, com muitas camadas de distorção e fez relativo sucesso. Em abril o grupo lança um novo disco, Barbed Wire Kisses, apenas com canções que haviam aparecido em lados B de compactos e outras raridades. O disco supreendeu por trazer versões de clássicos - “Surfin’ USA”, dos Beach Boys, “Who Do You Love”, de Bo Diddley, e uma homenagem explícita a seu herói, em “Bo Diddley Is Jesus”.
Jim explica a razão de gravar o clássico dos Beach Boys: “eu sempre achei que a surf music tem um enorme potencial. Os Beach Boys fizeram grandes canções, mas veja o que fizeram com eles, as roupas que os obrigaram a vestir, as produções precárias que tinham em seus discos. Eu sempre imaginei os Hell’s Angels fazendo surf music.”

Sobre a homenagem para Bo, Jim foi enfático: “ele foi um dos únicos músicos originais. Todo mundo chupou deslavadamente o que ele fez. Veja o que o U2 fez em ‘Desire’. Aquilo é vergonhoso. Sem ele, Stones, Beatles, Who, Kinks, jamais teriam existido.”

“Bo escreveu ‘Who Do You Love’ em 1955, uma canção que parecia ter sido feita pelo demônio naqueles dias. Imagine vê-la disputando um lugar nas paradas com Doris Day”, falou William.
Em 1989, o grupo lança um novo disco, Automatic, mostrando uma nova faceta. O grupo dividia a produção entre William e Jim, mas o engenheiro de som Alan Moulder tem uma importante parcela de contribuição, deixando o som mais eletrônico, pesado. Para a excursão e confirmando essa tendência, levam o novato Nine Inch Nails para abrir as apresentações.

Automatic já mostra um Jesus menos inspirado, apesar de boas canções, como “Head On” e “Blues From a Gun”, que viraram compactos. O disco também marca a saída de Douglas Hart, após seis anos.
Mas antes de Douglas, o Mary Chain já havia tido um batalhão de músicos: em 1986, os bateristas haviam sidos Martin Hewes e James Pinker, quando John Moore passou a ser o segundo guitarrista, liberando Jim da função. Mas Moore logo saiu, entrando Dave Evans em seu lugar durante 1987 e 1988. Quando Evans saiu, entrou Ben Lurie, que seria o “terceiro integrante” mais fixo, ficando por nove anos (1989 a 1998). Na turnê de Automatic, o baterista era Richard Thomas, ex-Dif Juz.

Em 1990, o grupo passou excursionando pelo mundo e deu seus dois primeiros shows na América do Sul: no dia 23 de junho tocou em Buenos Aires e no dia 30, em São Paulo, no Projeto SP, uma apresentação que foi prejudicada pela má qualidade de som do local.

Na década de 90, o Jesus viveu uma situação de quase total esquecimento. Embora tenham influenciado bandas como Pixies e Nirvana, a banda quase não era mais lembrada. “Alguns idiotas chegaram a fazer uma enciclopédia dos anos 80 e esqueceram de nos citar. E nós somos uma banda totalmente nascida na década de 80”, lembra Jim.
Em 1990 o grupo lançou apenas um compacto, Rollercoaster, que seria aproveitado no disco Honey’s Dead, de 1992.

O ano de 1991, no entanto, foi o primeiro sem um lançamento de novas canções, embora tenha sido lançado o EP The Peel Sessions, contendo as canções “Inside Me”, “The Living End”, “Just Like Honey”, “Fall”, “Happy Place” e “In The Rain”. O grupo também ficou escondido, sem realizar apresentações, aumentando as especulações de que a banda havia terminado.
Na verdade, os problemas entre os irmãos, aliados às drogas e as baixas vendagens, desecandeou uma série de conflitos entre os dois.

Mas quando todos pensavam que haviam morrido, surgem com um novo disco, Honey’s Dead, em março de 1992. Eles também são convidados para participar do festival Lollapalooza e iniciam a Rollercoaster Tour, ao lado dos grupos Blur, Dinosaur Jr. e My Bloody Valentine. Mas, apesar de fecharem sempre os shows, se recusavam a ser chamados de banda principal.

As apresentaçõe no Lollapalooza criaram um tremendo desconforto para o grupo: “nós criamos uma mística de tocarmos apenas com tudo escuro, com filmes, fumaça e de repente no colocaram em estádios, tocando no meio da tarde. Eu me sentia nu, humilhado e isso nos deixou muito pertubados”, afirmou William.

E muita coisa havia mudado e Jim Reid confessa que não sentia mais tesão em excursionar: “não vejo mais relevância em fazer shows. Você passa nove meses trancando no estúdio, tentando criar o melhor som possível e depois descobre que é impossível reproduzi-lo em um palco. Isso acaba sendo frustrante. A única vantagem é que você conhece novos lugares e novas pessoas. Mas se apresentar é terrivelmente chato.”
William sempre odiou o fato de ser considerado famoso: “toda essa coisa de histeria é muito irritante. As pessoas esperam que eu me sacrifique pelo rock and roll. Elas que se fodam! Veja o que aconteceu com Kurt Cobain. Aquele menino podia ter sido apenas um motorista de ônibus, mas não suportou a pressão. Aposto que se fosse um desconhecido teria vivido até os 87 anos”, afirmou o músico, em 1995.

Ainda nesse ano lançam três compactos: Reverence, Far Gone And Out e Almost Gold.
Após isso, lançaram em 1993, The Sound Of Speed, outro disco de raridades, que incluía uma versão de “My Girl”, dos Temptations, além de regravações de Leonard Cohen, Roky Erickson (13th Floor Elevators) e Willie Dixon.

O clima começou realmente a pesar e William e Jim já não sabiam o que fazer. Mergulhados na bebida e nas drogas, os dois demoravam uma eternidade para realizarem um trabalho.

“Quando lançamos Psychocandy, foi a coisa mais fácil do mundo, porque não tínhamos nenhuma idéia do que poderíamos ser. Depois fizemos Darklands e nos acusaram de vendidos, por termos facilitado nosso som. E o pior é que hoje ainda querem que eu tenha a mesma atitude de quando fiz esses discos. Vamos ser sinceros: quando eu entrava no prédio da Warner, em Londres, e via todos aqueles executivos em ternos Armani, eu queria vomitar. Eu estava vestido de qualquer maneira e não ficaria surpreso se me confudissem com um encanador. E eu ouvia estórias de que eles eram cruéis, que haviam mandado o Echo and the Bunnymen refazerem um disco inteiro porque não haviam gostado. Eu só pensava ‘e se fizerem isso conosco?’”, conta Jim.
Em 1994 lançam Stoned & Dethroned, que foi uma unanimidade: malhado mundialmente, especialmente pela crítica inglesa. O disco marca também o fim do contrato com a Warner. “Não é um disco ruim, é apenas um disco feito com milhões de problemas: pessoais, com a gravadora”, contou Jim. O cantor conta que nessa época passaram um tempo vivendo em Los Angeles e que os problemas apenas aumentaram: “eu me considero um alcóolatra. Quando estou bebendo um drinque, já penso no meu próximo. E me acostumei tanto a fazer uma apresentação bêbado, que não me imagino tocando de outra maneira.”

A vida do grupo ia aos pedaços e a solução encontrada foi inusitada: voltar para a Creation e para os braços de Alan McGee.
“Quando deixamos a Warner éramos uma caricatura. Eu era Jim, do Mary Chain, o viciado, que precisava tomar um litro de uísque antes de tocar. Nossa confiança tinha terminado. Como somos tímidos, difíceis de fazer amizade, ficávamos apenas com o nosso pessoal e nos tornamos paranóicos. Quando terminamos o último trabalho, a Warner ouviu, odiou e nos dispensou”, conta Jim.

E a volta à Creation foi uma ótima idéia. Sendo distribuídos na América pela Sub Pop, selo que ficou famoso com o grunge, o grupo lançou seu melhor disco da década, o longo Munki, que era duplo em vinil.

Nas 17 faixas do trabalho - que abre com “I Love Rock’n’Roll” e fecha com “I Hate Rock’n’Roll”, o Mary Chain mostra uma vitalidade ausente há muito tempo.
“Munki foi fácil de fazer porque estávamos felizes, trabalhando com quem conhecíamos e gostávamos”, contou Jim.

Mas não a vida da banda não ia tão bem. As fracas vendagens, a irritação cada vez maior de William em relação ao mundo da música, acabou resultando em uma autêntica briga de rua entre os dois em cima do palco em show da turnê americana. “William havia dito no dia anterior que deixaria o Jesus. Acabei subindo mais bêbado do que estava acostumado para fazer a apresentação e o agredi. O pior é que fomos obrigado a devolver o dinheiro das entradas. E o mais estranho é que tive que levar a turnê até o fim com o nome Jesus and Mary Chain sozinho, pois William se mandou”, conta Jim.

Após isso, cada um resolveu seguir sua vida separadamente, mas acabaram se rencociliando como bons irmãos: “nós nunca nos odiamos, apenas tivemos que viver mais tempo um com outro do que gostaríamos, e além disso, enfrentamos situações estranhas para dois moleques idiotas da Escócia”, segundo William.

Após o final da banda, Jim tocou o Freeheat, ao lado de Ben Lurie e William se mudou para Nova York e gravou com vários apelidos - William, Lazycame, Ravenscraeg, CNYK - até parar em 2000.
O grupo deixou alguns discos póstumos, sendo os melhores a coletânea 21 e toda as sessões gravadas para o programa do falecido radialista John Peel, The Complete John Peel Sessions.

Apesar do relativo sucesso comercial, o legado da banda é enorme e são até hoje citados por dezenas de artistas. Deixo vocês com a discografia da banda.


Discografia

Psychocandy (1985)
Darklands (1987)
Barbed Wire Kisses (1988)
Automatic (1989)
Honey’s Dead (1992)
The Sound Of Speed (1993)
Stoned & Dethroned (1994)
Munki (1998)
The Complete John Peel Sessions (2000)
21 (2002)
Live In Concert (2003)

"THE STONE ROSES"


The Stone Roses foi um dos mais influentes grupos de rock inglês entre o final da década de 1980 e o começo da década seguinte, formando juntamente com o Happy Mondays e o Charlatans UK o movimento conhecido como Madchester, na cidade de Manchester, Inglaterra.
As influências da banda eram a emergente cena acid house e eletrônica da cidade e do Reino Unido e incorporava nitidamente The Byrds e Simon and Garfunkel nas melodias vocais e harmonias, guitarras ao estilo de Jimi Hendrix, com suingue e muita “pegada”, além de Led Zeppelin e naturalmente os clássicos The Beatles e Rolling Stones.
A mistura de guitarras com dance music seguiu um curso natural iniciado pelos conterrâneos do New Order na décadda de 80. Desde os Stone Roses, essa mistura nunca mais foi a mesma, lançando tendências dentro da música dos anos 90.
A banda infelizmente ficou a mercê de confusões contratuais após o estourou do primeiro disco, gravando o segundo disco somente 5 anos após o primeiro.

Integrantes

Formação clássica (novembro de 1987 a março de 1995)

* Ian Brown - Vocal
* John Squire - Guitarra
* Mani (Gary Mounfield) - Baixo
* Reni (Alan Wren) - Bateria e segunda-voz

Outros

* Andy Couzens - Guitarra. Deixou a banda em julho de 1986 após um desentendimento com Gareth Evans, empresário da banda.
* Pete Garner - baixo. (Fevereiro de 1984 - agosto de 1987)
* Cressa, (Steve Cressa) - 5° membro não-oficial da banda e técnico de efeitos da guitarra (1989-1990).
* Robbie Maddix - Bateria (até julho de 1995). Substituiu Reni em abril de 1995.
* Nigel Ippison - Teclado. Tocou com a banda durante as últimas apresentações da turnê do álbum Second Coming de julho de 1995 em diante.
* Aziz Ibrahim - Guitarra. Substituiu John Squire em abril de 1996.

Discografia

Álbuns

* The Stone Roses (1989)
* Second Coming (1994)

Compilações

* Turns Into Stone (1992)
* The Complete Stone Roses (1995)
* Garage Flower (1996)
* Remixes (2000)
* The Very Best of The Stone Roses (2002)

Outras informações

Prêmios

O disco de estréia da banda foi muitas vezes listados entre os melhores de todos os tempos e/ou do Reino Unido:

* Em 2003 a revista NME elegeu o disco como o melhor de todos os tempos.
* Em junho de 2004 o jornal britânico The Observer o escolheu como o melhor disco britânico de todos os tempos, à frente de The Beatles e Rolling Stones, em uma enquete realizada entre jornalistas e músicos.
* Em 2006 a NME escolheu o disco como o melhor álbum britânico de todos os tempos.

"SABRINA"


Boys,boys,boys...
Sabrina Salerno, italiana, foi talvez quem mais causou à camada jovem dos anos 80. Sabrina também era, além de cantora, modelo, dançarina, atriz e produtora.

Mas desenganem-se se pensam que esta moça italiana foi uma one hit wonder, pois também teve sucesso com “Hot Girl’‘, “Sexy Girl” e “Like a Yoyo”.
Assim como a “rival” Samantha Fox, também Sabrina mostrou os seus talentos em revistas da especialidade.



Sabrina continuou ao longo dos anos a sua carreira musical, mas agora sob outro nome… Sabrina Salerno, ou seu nome. Talvez quisesse deixar de ficar associada ao tema Boys que a catapultou (e a fez de uma espécie de ninfo), por isso escolheu outro nome. Muito diferente, portanto. No ano passado lançou o single “I Feel Love (Good sensation)”. Deve ser um must deve…

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"JOURNEY"


Em 1973, alguns músicos veteranos da cena musical de Bay Area, San Francisco. Neal Schon, que havia tocado com Santana no começo dos anos 70, convocou Aynsley Dunbar, baterista de Frank Zappa, Ross Valory, também ex-Santana, Gregg Rolie nos teclados e vocais e George Tickner, nas guitarras. No começo, o som do Journey era um jazz rock instrumental. Com essa formação eles lançariam alguns compactos, sendo que Tickner deixaria a banda após o primeiro, para se tornar médico. No início, o grupo se apresentava sob o nome de Golden Gate Rhythm Section.
O nome Journey foi adotado após um concurso feita numa rádio de San Francisco, a KSAN, e em 1975, saía o primeiro álbum, que levava o nome do grupo, seguido por Look into the future, de 76 e NEXT, de 77. Naquele ano, eles abririam shows para o Emerson, Lake and Palmer. Ainda em 1977, Steve Perry entraria para a banda, substituíndo a Robert Fleischman, e com seus vocais o Journey finalmente estourava nas paradas, com um álbum de platina, INFINITY. Seguiram-se mais mudanças na banda, com as saídas de Dunbar e Rolie, substituídos por Steve Smith e Jonathan Cain. Em 1979, outro álbum de platina, EVOLUTION, que trazia o sucesso Lovin, Touchin, Squeezin .



Em março de 80, o Journey lançaria o álbum DEPARTURE, que chega ao 8o posto da parada da Billboard. No ano seguinte, incentivados pelos fãs japoneses, o grupo grava um álbum ao vivo, o duplo CAPTURED.
O ápice da carreira chegaria com o álbum ESCAPE, de 81, que trazia “Who’s Crying Now”, “Don’t Stop Believing” e “Open Arms.” Até o final dos anos 80, o álbum já havia vendido mais de 7 milhões de cópias e é o álbum de maior sucesso de toda a carreira do grupo. A faixa Open Arms é a música que chegou mais alto nas paradas de sucesso, tendo sido 2o lugar na parada da Billboard por 6 semanas consecutivas, sendo desbancada por Centerfold do J. Geils Band e I Love Rock And Roll de Joan Jett.
No ano de 1982, o Journey teria a honra de abrir os shows da turnê dos Rolling Stones. Influenciados pela grandeza dos Stones, o Journey seria o primeiro grupo na história do rock a utilizar dois telões de 60 pés de altura no palco. Eles também seriam os primeiros a ter um jogo de vídeo game, o Journey Escape.


Em 1983, aparece FRONTIERS, disco que tinha a difícil tarefa de repetir o sucesso do álbum anterior. O primeiro single trabalhado foi SEPARATE WAYS, que chegou ao 8o posto das paradas. Mas com o sucesso também aparecem as desavenças e em abril de 84 Steve Perry lança o primeiro álbum solo, chamado STREET TALK. Ainda solo, em 85, ele participa das gravações da música WE ARE THE WORLD, do projeto USA for Africa, que visava levantar fundos para ajudar as crianças dos países africanos.



O Journey voltaria a ser notícia em 86, com o álbum RAISED ON THE RADIO, que assim como todos os álbuns da fase Steve Perry, ganharia disco de platina. Mas os desentendimentos não haviam sido superados completamente e Steve Perry chegou a ser substituído em algumas apresentações por ninguém mais ninguém menos que Michael Bolton!



O Journey voltaria a ativa em 96, com o álbum TRIAL BY FIRE, depois de 10 anos de inatividade.
Se por um lado o Journey sempre teve seu trabalho reconhecido pelo público, o mesmo não acontecia com a indústria musical. Eles só foram indicados para o Grammy uma vez, em 97, com a canção WHEN YOU LOVE A WOMAN, na categoria de melhor performance pop, sendo superados pelos Beatles e o single FREE AS A BIRD.
Em maio de 98, Steve Perry e o baterista Steve Smith anunciam sua saída definitiva do grupo, nomeando os seus sucessores, Steve Augeri e Dean Castronovo, respectivamente.
Enquanto teve Steve Perry nos vocais, o Jorney vendeu mais de 45 milhões de discos no mundo todo.
Atualmente, Perry continua trabalhando solo, e seu trabalho mais recente pode ser ouvido na trilha sonora do desenho animado Quest for Camelot. Quanto ao Journey, eles continuam na ativa, agora com um novo vocalista (Steve Augeri) e alguns membros que já passaram pela banda no passado como Neal Schon e Jonathan Cain. O mais recente trabalho desta nova fase é a faixa Remember Me, que está incluída na trilha sonora do filme Armageddon.
Em 2008 o grupo encontrou um novo vocalista pelo Youtube, de nome Arnel Pineda.

"HALL & OATES"


A dupla Daryl Hall & John Oates surgiu em meados dos anos 70 mostrando soul music de qualidade. Foram os pontas-de-lança do chamado ‘blue-eyed soul’, ou seja, a soul music feita por músicos brancos. Daryl Hall chegou mesmo a trabalhar fazendo backing vocals na mitológica Philadelphia International, templo da soul music, gravadora criada pelo produtor e compositor Kenny Gamble e que lançou discos clássicos de artistas como Billy Paul e Lou Rawls, entre muitos outros.

Durante a década de 80, Hall & Oates emplacaram hits em todo o mundo. Depois, com a transformação do mercado musical, foram ofuscados mas sem perder a qualidade. Seguiram fazendo shows e gravando. Em 2004 lançaram o CD Our Kind Of Soul pela gravadora independente U-Watch, com releituras de clássicos da soul music de várias épocas.