ROCK OITENTISTA

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

" FAITH NO MORE "


Misturar Heavy Metal com outros estilos quase nunca dá certo. Ainda mais se esses estilos forem Funk e Rap, somados ao uso constante de um teclado. O que seria a fórmula do fracasso para qualquer outra banda, acabou sendo motivo de consagração. Isso porque a banda em questão se chama Faith No More.

Respeitados hoje por fãs de todos os estilos e por toda a crítica, os californianos Mike "Puffy" Bordin, Billy Gould, Mike Morris e Wade Worthington, montaram o Faith No Man, em 1981. Após algumas mudanças de formação e do nome para Faith No More, lançaram o álbum de estréia "We Care a Lot" em 1985 e, com ele, o primeiro grande hit, a faixa-título. O line up era o seguinte: Chuck Mosely (vocal), Jim Martin (guitarra), Billy Gould (baixo), Mike Bordin (bateria) e Roddy Bottum (teclados).

Dois anos depois, o segundo trabalho "Introduce Yourself" serviu apenas para uma maior divulgação do nome da banda, já que as turnês ainda eram modestas e eles pouco conhecidos. Apesar do curto período na estrada, puderam perceber que o vocalista Mosely bebia demais e causava muita confusão por onde quer que o grupo passasse. Mike Patton foi chamado para substituí-lo e enfim, as coisas começariam a mudar. Com uma nova voz na banda, gravam em 1989 o que seria um dos álbuns mais revolucionários do Rock: "The Real Thing".

É impressionante o que Faith No More conseguiu fazer nesse trabalho: quase todas as faixas viraram hits, como "Epic", "Falling to Pieces", "From Out Of Nowhere", entre outras; passaram a abrir os shows do Metallica, tocando para públicos enormes; produziram vídeo clipes que passaram exaustivamente em todas as MTV's do mundo; faturaram um Grammy e um disco de platina.

Aproveitando toda essa excelente fase, lançaram em 1991 o ao vivo "Live at Brixton Academy", gravado na Inglaterra e tão bem sucedido quanto o registro em estúdio. No ano seguinte, chegava às lojas o inédito "Angel Dust", que gerou algumas polêmicas: As composições mantinham o mesmo nível de "The Real Thing", mas soava menos pesado e muito produzido.

Os hits "Midlife Crisis" e "A Small Victory", além de uma versão para o clássico do Commodores "I'm Easy", deram a tônica do disco. Saíram em uma enorme excursão ao lado do Metallica e do Guns N'Roses que rodou todos os Estados Unidos e Europa. O guitarrista Jim Martin porém, não estava muito satisfeito com o rumo que o Faith No More havia tomado e sua falta de interesse fez com que fosse substituído por Trey Spruance que gravou com a banda "King for a Day, Fool for a Lifetime", lançado em 1995.

O álbum fez sucesso apenas em alguns países como a Austrália, sendo praticamente ignorado pelo público em geral. No início dessa turnê, Dean Menta foi apresentado como o novo guitarrista, mas foram obrigados a cancelar vários shows devido as baixas vendas de ingressos. Os boatos sobre o fim do Faith No More aumentou quando os seus integrantes começaram a tocar com outras pessoas fora do grupo.

O baterista Mike Bordin, se juntou a Ozzy Osbourne, Mike Patton levou adiante seu projeto Mr. Bungle e Roddy Bottum formou o Imperial Teen. Em 1997, já com Jon Hudson nas seis cordas, lançaram o que foi o último trabalho do FNM, intitulado de "Album of the Year". Os destaques foram os singles "Ashes to Ashes" e "Last Cup of Sorrow".

Apesar da boa aceitação tanto do disco quanto da tour, o baixista Billy Gould anunciou, em Abril de 1998 o encerramento das atividades dessa banda que introduziu o Rock de uma forma totalmente renovada na década de 90, conquistando milhões de fãs de diversos estilos e gostos.

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